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Portugal – País Convidado da Feira do Livro de Leipzig 2022

“Unerwartete Begegnungen/Encontros Inesperados”: 10 autores portugueses presentes em Leipzig em março

Leituras, conversas, uma exposição e participação no programa “Blaues Sofa”

Apesar do cancelamento da Feira do Livro, Portugal vai marcar presença em Leipzig como País Convidado de 2022 e apresentar a sua literatura ao público de língua alemã: Nos dias 17 e 18 de março, sob o lema do projeto, 10 autores oriundos de Portugal e de outros países lusófonos irão proporcionar “Encontros Inesperados” através de leituras e debates vários.

Os encontros terão lugar na Schaubühne Lindenfels e na Haus des Buches. Nesta última, no dia 17 de março, será inaugurada a exposição “Mulheres Saramaguianas”, no âmbito das celebrações do centenário de José Saramago, Prémio Nobel da Literatura. No mesmo dia, Portugal será convidado do programa “Blaues Sofa”.

Informação à Imprensa (Pressemappe) em https://camoesberlim.de/de/press/

Programa cultural
    Quinta-feira, 17/03
    Haus des Buches
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    18h
    Inauguração exposição
    "Mulheres Saramaguianas"
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    O projeto «Mulheres Saramaguianas» é uma iniciativa para o Centenário de José Saramago, numa parceria entre a Fundação José Saramago e o Centro Português de Serigrafia, integrada no Programa Oficial do Centenário do Nascimento de José Saramago. Trata-se de uma edição especial de serigrafias e gravuras inéditas de artistas portugueses, acompanhadas de textos, também eles inéditos, de escritoras de língua portuguesa, com tiragem limitada.

    A cada dupla artista e escritora corresponde uma personagem feminina do universo saramaguiano, aquelas que, segundo Fernando Gómez Aguilera, podiam ser entendidas «como fulgurantes encarnações do melhor da condição humana». Das inúmeras personagens criadas por José Saramago, a seleção incidiu sobre Blimunda, Joana Carda, Gracinda Mau-Tempo, Maria Sara, morte e mulher do médico. Indo além da leitura do texto e do mero propósito da sua ilustração, serão outros os caminhos, interpretações e representações que surgirão destes novos olhares sobre estas “mulheres saramaguianas”. Em uma mescla de gerações, de sensibilidades e de territórios artísticos, foram convidados:

    José de Guimarães [Guimarães, 1939] e Lídia Jorge [Loulé, 1946] — Blimunda

    Miguel Januário [Porto, 1981] e Dulce Maria Cardoso [Fonte Longa, 1964] — Gracinda Mau-Tempo Graça Morais [Freixiel, 1948] e Ana Luísa Amaral [Lisboa, 1956] — Joana Carda

    Ana Romãozinho [Lisboa, 1996] e Adriana Lisboa [Rio de Janeiro, Brasil, 1970] — Maria Sara

    Manuel João Vieira [Lisboa, 1962] e Djamilia Pereira de Almeida [Luanda, Angola, 1982] — morte

    Joana Villaverde [Lisboa, 1970] e Ana Margarida Carvalho [Lisboa, 1969] — mulher do médico
    19h
    Heroínas nas letras em Português
    José Luís Peixoto, Dulce Maria Cardoso
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    Moderação: Holger Heimann
    20h
    Inquietude
    Gonçalo M. Tavares, Djaimilia Pereira de Almeida
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    Moderação: Michael Kegler
    21H
    Europa e os Populismos
    Irene Pimentel, Christa Heinrich
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    Moderação: Elena Witzeck
    Centenário de José Saramago
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    Sexta-feira, 18/03
    Schaubühne Lindenfels
    17h
    "Homenagem a Sophia de Mello Breyner"
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    18h
    Viagens inesperadas
    Tatiana Salem Levy, Paulo Moura
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    Moderação: Markus Sahr
    19h
    O fantástico, o inesperado, o desencanto
    Djaimilia Pereira de Almeida, José Luís Peixoto
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    Moderação: Sabine Kieselbach
    20h
    Noite de poesia Niemerlang
    Luís Quintais, Margarida Vale de Gato
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    Moderação: Carl-Christian Elze
    21h
    África lusófona na literatura dos portugueses, Portugal na literatura africana - Desencontros e reencontros
    Dulce Maria Cardoso, Yara Monteiro
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    Moderação: Dirk Fuhrig
    Homenagem a Sophia de Mello Breyner
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No domingo, dia 20 de março, pelas 18h00, terá lugar, na Schaubühne Lindenfels o concerto "A Estranha Beleza da Vida", de Rodrigo Leão: https://www.schaubuehne.com/spielplan/rodrigo-leao-a-estranha-beleza-da-vida
Abdulai Sila
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Abdulai Sila nasceu em Catió, uma pequena cidade no sul da Guiné-Bissau. Vive atualmente na capital Bissau, dedicando-se em paralelo às tecnologias de informação e comunicação e à escrita. Sila tem estado na linha da frente da utilização de tecnologias emergentes para ajudar a acelerar o desenvolvimento social e económico do seu país. É cofundador da Eguitel Communications (o primeiro fornecedor de serviços de internet no país), da SITEC (Sila Technologies) e do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa).

Sila escreveu quatro romances, “Eterna Paixão”, “A Última Tragédia”, “Mistida” e “Memórias Semânticas”, além de duas peças de teatro “As Orações de Mansata” e “Dois Tiros e Uma Gargalhada”. É também autor de alguns contos e de diversos artigos científicos sobre energia, telecomunicações, tecnologia aplicada e educação. Foi Presidente da Associação de Escritores da Guiné-Bissau e embaixador regional da Technische Universität Dresden. Entre os vários prémios que o autor já arrecadou, destaca-se, em 2013, a nomeação como Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras pelo Estado francês.

Afonso
Reis Cabral
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© Marta d’Orey
Nasceu em 1990 e publicou o seu primeiro livro de poesia com apenas 15 anos. O seu segundo romance, “Pão de Açúcar” (2018), sobre a história verídica do assassinato de uma transsexual, valeu-lhe o Prémio Literário José Saramago em 2019. Aos 24 anos, Afonso Reis Cabral tinha publicado “O Meu Irmão”, obra vencedora do Prémio Leya em 2014. Percorreu Portugal a pé ao longo da Estrada Nacional 2 entre abril e maio do ano passado, aventura que relatou no livro “Leva-me Contigo” (2019). Nos tempos livres, o trisneto de Eça de Queirós dedica-se à ornitologia, faz mergulho e pratica boxe.
Ana Paula
Tavares
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Ana Paula Tavares, nascida em 1952 em Lubango, no sudoeste de Angola, mudou-se para a capital angolana depois de terminar a escola, estudou História na Universidade de Luanda, onde trabalhou como professora a partir de 1973. Angola tornou-se independente em 1975, mergulhando numa guerra civil de quase 30 anos. No final dos anos 70, Ana Paula Tavares mudou-se para Lisboa, onde estudou literatura luso-africana e obteve o doutoramento em História Africana. A historiadora foi membro do Conselho Angolano de Investigação Histórica, de 1983 a 1985, e do júri do Prémio Nacional de Literatura em Luanda, de 1988 a 1990.

Ana Paula Tavares publicou os seus primeiros poemas após a independência de Angola e, tal como Conceição Lima de São Tomé e Príncipe, pertence à geração pós-colonial de poetisas luso-africanas. Os seus poemas foram traduzidos para francês, sueco e espanhol. Tem participado em numerosos festivais internacionais de poesia. Em 2004, participou no festival internacional de poesia de Berlim e leu no Potsdamer Platz, no âmbito do programa “Weltklang”. Hoje vive em São João do Estoril e leciona na Universidade Católica de Lisboa.

Cristina
Carvalho
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Cristina Carvalho nasceu em Lisboa, a 10 de novembro de 1949. Durante a sua atividade profissional, contactou com milhares de pessoas e visitou inúmeros países sendo a Escandinávia e o Oeste português as regiões que mais ama e que mais influência exercem sobre a sua personalidade enquanto transitório ser humano do sexo feminino, habitante do planeta Terra e, por acaso, escritora.

Publicou nomeadamente: Até já não é adeus, Momentos misericordiosos, Ana de Londres, Estranhos casos de amor, O gato de Uppsala e Nocturno – O romance de Chopin. Em 2011, a Sextante publicou também Lusco-fusco. O seu romance O Olhar e a Alma venceu o Prémio Autores 2016 para o Melhor Livro de Ficção Narrativa.

Fonte: Sextante Editora
Dulce Maria
Cardoso
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© Miguel Baltazar
Dulce Maria Cardoso nasceu em 1964 em Trás-os-Montes. É uma das mais relevantes vozes literárias portuguesas. Passou a sua infância em Angola e retornou a Portugal em 1975, pouco depois do 25 de Abril e da independência de Angola. Dulce Maria Cardoso estudou Direito, trabalhou como advogada e escreveu guiões para o cinema. A autora arrecadou vários prémios pela sua obra literária, tais como o Prémio da União Europeia para a Literatura 2009 por Os Meus Sentimentos ou o Prémio do PEN Clube Português 2011 por O Chão dos Pardais.

O seu romance O Retorno foi distinguido com o Prémio Especial da Crítica 2011 e considerado o livro do ano 2011. De igual forma, ficou em 4º lugar nos dez melhores livros do jornal financeiro francês Les Échos no ano de 2014.

Em 2017, Dulce Maria Cardoso fez parte da delegação de autores de língua portuguesa na Feira do Livro de Leipzig.
Germano
Almeida
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Nome maior da literatura cabo-verdiana, foi Prémio Camões em 2018. Publicou o seu primeiro romance em 1989, “O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo”, obra satírica sobre a sociedade cabo-verdiana e mais tarde adaptada ao cinema. Este romance foi traduzido para alemão e editado pela Fischer-Taschenbuch-Verlag em 1997. Germano Almeida vive na ilha de S. Vicente, onde, desde 1979, além de escritor, exerce a profissão de advogado.
Hélia
Correia
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© Graça Sarsfield
Hélia Correia nasceu em 1949 em Lisboa e é uma das mais significativas escritoras contemporâneas portuguesas. Na Universidade de Lisboa estudou línguas românicas e dramaturgia, dada a sua paixão pelo teatro. Hélia Correia iniciou a sua atividade literária na poesia; segundo a própria, é-lhe mais fácil escrever poemas. Produziu uma obra literária muito diversificada, que abrange romances, dramas, literatura infantil e lírica, tendo-se tornado conhecida, sobretudo, pelos seus romances.

A publicação em 1981 do romance O Separar das Águas conferiu-lhe grande notoriedade. Seguiu-se O Número dos Vivos no ano seguinte e em 2000 o romance A Casa Eterna garantiu-lhe o Prémio Máxima de Literatura. Com Lillias Fraser a autora venceu os prémios PEN Clube Narrativa e D. Dinis. No ano de 2015 a autora foi distinguida com o maior galardão da língua portuguesa, o Prémio Camões.

Em 2016 fez parte da delegação de escritores presente na Feira do Livro de Leipzig, participação da qual resultou a sua primeira obra traduzida para alemão: Zwanzig Stufen und andere Erzählungen (Vinte Degraus e Outros Contos), editada pela Leipziger Literaturverlag.
Isabela
Figueiredo
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© Ruben Canhão Ribeiro
Isabela Figueiredo nasceu em Lourenço Marques, atual cidade de Maputo no ano de 1963. É formada em Estudos Portugueses pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tendo estudado também Sociologia das Religiões e Questões de Género. Na década de 80, trabalhou como jornalista no Diário de Notícias, em cujo suplemento (DN Jovem) publicou os seus primeiros escritos. Em 1988 editou a novela É Como Quem Diz, que lhe valeu o prémio da Mostra Portuguesa de Artes e Ideias. Insatisfeita com o que se escrevia sobre o colonialismo, a escritora e blogger partilha as suas memórias coloniais em Caderno de Memórias Coloniais (2009).

2016 foi o ano da sua estreia como romancista, ao publicar A Gorda, obra aclamada que lhe permitiu vencer o prémio literário Urbano Tavares Rodrigues no ano seguinte.

Em 2018, Isabela Figueiredo fez parte da delegação de autores de língua portuguesa na Feira do Livro de Leipzig. Mais tarde nesse ano esteve em Berlim um mês com a Bolsa de Residência Literária do Camões Berlim.

Judite Canha
Fernandes
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© Laura Roque
Judite Canha Fernandes nasceu no Funchal, mudando-se, em 1980, para Ponta Delgada e, de momento, reside em Lisboa. Possui licenciatura em Ciências do Meio Aquático, uma pós-graduação em Biblioteca e Arquivo e concluiu o doutoramento em Ciência da Informação.
Foi professora convidada na Universidade dos Açores e gestora de projetos internacionais, premiada pela Comissão Europeia.

Escritora e dramaturga, foi semifinalista do Prémio Oceanos em 2018 com o livro de poesia O mais difícil do capitalismo é encontrar o sítio onde pôr as bombas (2017). O romance Um passo para sul, permitiu-lhe receber o Prémio Agustina Bessa-Luís. Tem sido convidada a participar como oradora em palestras em várias regiões e vindo a publicar em revistas literárias no Brasil, Itália, Espanha e Portugal. O seu trabalho como dramaturga foi levado à cena em espaços como a Casa da Música, a Fábrica das Artes- Centro Cultural de Belém, A Comuna, entre outros.

Em 2021, recebeu uma Bolsa de Residência Literária em Berlim, atribuída pela Embaixada de Portugal em Berlim.
Lídia Jorge
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© Ignacio Ludgero
Lídia Jorge estreou-se com a publicação de “O Dia dos Prodígios” em 1980, um dos livros mais emblemáticos da literatura portuguesa pós-revolução. Desde então tem publicado vários títulos nas áreas do romance, conto, ensaio e teatro. Em 1988, “A Costa dos Murmúrios” abriu-lhe as portas para o reconhecimento internacional, tendo sido posteriormente adaptado ao cinema por Margarida Cardoso. Entre muitos outros, são de realçar títulos como “O Vale da Paixão”, “O Vento Assobiando nas Gruas”, “Combateremos a Sombra” ou “Os Memoráveis”, obra que tem sido considerada como uma poderosa metáfora dos desenvolvimentos pós-revolucionários e do árduo caminho para a democracia.

Aos seus livros têm sido atribuídos os principais prémios nacionais, alguns deles pelo conjunto da obra, como o Prémio da Latinidade, o Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores, ou mais recentemente o Prémio Vergílio Ferreira de 2015. No estrangeiro, entre outros, Lídia Jorge venceu em 2006 a primeira edição do prestigiado prémio ALBATROS da Fundação Günter Grass e, em 2015, o Grande Prémio Luso-Espanhol de Cultura.

Em língua alemã foram publicadas, pela editora Suhrkamp, sete obras da autora.

Fonte: D. Quixote, Leya
Margarida
Vale de Gato
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© Vitorino Coragem
Margarida Vale de Gato nasceu em 1973 em Vendas Novas. É professora de Estudos Americanos e Tradução Literária na Faculdade de Filosofia da Universidade de Lisboa.

Enquanto tradutora, já transpôs para português diversos textos ingleses e franceses do cânone literário de autores como Henri Michaux, Nathalie Sarraute, René Char, Edgar Allan Poe, Herman Melville, Charles Dickens, Alice Munro, etc. Das suas publicações académicas contam-se a coedição da antologia Natural in Verso (Mariposa Azual, 2015), a coedição do volume Translated Poe (Rowman and Littlefield, 2014) e o catálogo Edgar Allan Poe em Portugal (BNP, 2009). É autora dos livros de poesia Mulher ao Mar (Mariposa Azual, 2010, 2013) e Lançamento (Douda Correria, 2016).

Em 2017, Margarida Vale de Gato fez parte da delegação de autores de língua portuguesa na Feira do Livro de Leipzig.
Mia Couto
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© Alfredo Cunha
Mia Couto nasceu em 1955 na Beira, Moçambique, e é um dos escritores mais proeminentes de língua portuguesa em África. Foi distinguido com diversos prémios literários, tais como o Prémio Virgílio Ferreira em 1999 e o Prémio União Latina de Literaturas Românicas pelo conjunto da sua obra em 2007. Em 2013 foi o vencedor do Prémio Camões e, no ano seguinte, do prestigiado Neustadt International Prize for Literature. Os seus livros foram publicados em mais de 30 países; cinco das suas obras foram traduzidas para alemão.

Em 2017, Mia Couto fez parte da delegação de autores de língua portuguesa na Feira do Livro de Leipzig. Em abril do ano seguinte, realizou uma itinerância literária que passou por cinco cidades alemãs.
Ondjaki
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© Michael Hughes
Ondjaki nasceu em Luanda em 1977. Prosador, às vezes poeta. Co-realizou um documentário sobre a cidade de Luanda (Oxalá Cresçam Pitangas – Histórias de Luanda). É membro da União dos Escritores Angolanos, membro honorário da Associação de Poetas Húngaros e cofundador da Associação Protectora do Anonimato dos Gambuzinos. Está traduzido em francês, espanhol, italiano, alemão, inglês, sérvio, sueco e chinês.

Conta já com diversos prémios entre os quais: Prémio Literário Sagrada Esperança 2004 (Angola) e Prémio Literário António Paulouro 2004, com ‘E Se Amanhã O Medo’ (contos); Grande Prémio de Conto «Camilo Castelo Branco» C. M. de Vila Nova de Famalicão/APE 2007, com ‘Os Da Minha Rua’; o Grinzane for Africa Prize – Young Writer 2008 (pelo conjunto da obra); Prémio FNLIJ Brasil 2010 e, também em 2010, o prémio JABUTI (Brasil), na categoria Juvenil, com ‘AvóDezanove e o Segredo do Soviético’ (romance); e o Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância, 2012, com A Bicicleta Que Tinha Bigodes. Em 2013, com Os Transparentes, ganhou o Prémio José Saramago.

Fonte: Caminho, Leya
Paulo Moura
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© Booktailors Bookoffice
Jornalista e escritor, estudou História e Jornalismo, e durante 23 anos trabalhou no jornal Público de que foi correspondente em Nova Iorque e editor da revista Pública. Fez a cobertura jornalística de conflitos no Kosovo, Afeganistão, Iraque, Chechénia, Argélia, Angola, Caxemira, Mauritânia, Israel, Haiti, Turquia, China, Sudão, Egipto, Líbia entre outras regiões.

Recebeu vários prémios, como jornalista, entre os quais o Gazeta, o da Assistência Médica Internacional (AMI), do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI), do Clube Português de Imprensa, da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD).
Recebeu o Grande Prémio de Literatura de Viagens Maria Ondina Braga, 2017 com o livro Extremo ocidental: uma viagem de moto pela Costa Portuguesa, de Caminha a Monte Gordo.
Yara
Monteiro
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© Xrisovalantis Symeonides
Yara Monteiro nasceu em Angola, onde tem raízes familiares, bem como em Portugal, onde cresceu e reside. É licenciada em Recursos Humanos, mas neste momento dedica-se à escrita e às artes plásticas. Tem um curso de guionismo e de arte contemporânea. Já viveu nas capitais de vários países: Luanda, Londres, Copenhaga, Rio de Janeiro e Atenas.

Considerada representante de uma geração quando publica o seu primeiro romance Essa Dama bate bué! (2018), aborda nos seus livros temas como a identidade, a negritude, desigualdade social, género, entre outros. Contos de Lisboa reúne os seus contos inéditos, juntamente com outros de Djaimilia Pereira de Almeida, Kalaf Epalanga, Ondjaki e Telma Tvon.
É co-responsável pelo departamento de Cultura, Arte e Espetáculo do INMUNE (Instituto da Mulher Negra) e foi conferencista no evento African-European Narratives 2018-2019, organizado pela UNL no âmbito do programa “Europa para os Cidadãos”.
Afonso Cruz
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Nascido em 1971 na Figueira da Foz, Afonso Cruz estudou, entre outros, na Escola de Belas Artes de Lisboa e no Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira. Depois do curso, realizou vários filmes de animação e publicidade. Hoje não é apenas escritor, mas também ilustrador, músico e cineasta.

Desde 2008, publicou cerca de trinta livros – romances, peças de teatro, livros de não-ficção, livros infanto-juvenis e uma enciclopédia ficcional. As suas obras receberam vários prémios e foram traduzidas para outras línguas. Os romances mais importantes são Os Livros que Devoraram o Meu Pai (2009), premiado com o Prémio Literário Maria Rosa Colaço, A Boneca de Kokoschka (2010), pelo qual recebeu o Prémio Literário Europeu, Jesus Cristo Bebia Cerveja (2012), eleito o melhor livro do ano pela revista Timeout, e Para Onde Onde Vão os Guarda-Chuvas (2013), distinguido com o Prémio Autores da Sociedade Portuguesa de Autores.

Em 2019, Afonso Cruz fez parte da delegação de autores de língua portuguesa na Feira do Livro de Leipzig e, no ano seguinte, o autor esteve em residência literária em Berlim.
Ana Luísa
Amaral
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© Casa Fernando Pessoa
Ana Luísa Amaral é um dos grandes nomes da poesia em Portugal. É autora de mais de duas dezenas de livros de poesia, infantis, de teatro, romance ou ensaios, e traduziu, entre outros, Shakespeare e Emily Dickinson. Obteve inúmeros prémios, entre eles o Grande Prémio de Poesia da APE, o Premio Internazionale Fondazione Roma, o Prémio PEN de Ficção, ou o Prémio da Associação de Críticos Literários. A sua obra encontra-se traduzida e publicada em diversos países. Foi professora de Literatura Comparada e Estudos Feministas na Universidade do Porto.
André Letria
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Ilustrador há mais de duas décadas, fundador e editor da editora de livros infantis e juvenis Pato Lógico, André Letria nasceu em Lisboa, em 1973. Frequentou o curso de Pintura da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e tem o curso especializado de Design Gráfico – FLAG.

Já fez cenografia para teatro e cinema de animação e participou em várias exposições como a Bienal de Bratislava, a Exposição de Ilustradores da Feira de Bolonha, Sarmede ou Ilustrarte. O seu trabalho foi galardoado por diversas vezes em Portugal e no estrangeiro.

José Saramago, José Jorge Letria, Alice Vieira, Chico Buarque e Ricardo Henriques são alguns dos autores com quem André Letria já trabalhou. As suas obras estão publicadas em diversos países como Alemanha, China, Coreia, EUA, Inglaterra, Brasil, Espanha, Países Baixos, Turquia ou Itália. Faz ilustrações para o New York Times.
Djaimilia
Pereira de
Almeida
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Djaimilia Pereira de Almeida (n. 1982) é autora de cinco livros: “Esse cabelo”, “Ajudar a cair”, “Luanda, Lisboa, Paraíso”, “Pintado com o pé” e “A visão das plantas”. Publicou em ‘granta.com’, no Blog da Companhia das Letras e nas revistas Granta Portugal, Serrote, Zum, Pessoa, Ler, Buala, entre outras. Escreve na revista Quatro Cinco Um. “Luanda, Lisboa, Paraíso” recebeu o Prémio Oceanos 2019.
Frederico
Pedreira
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© Sílvia Bancaleiro
Poeta, ficcionista, tradutor e ensaísta. Licenciado em Comunicação e Doutor em Teoria da Literatura pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Concluiu o mestrado na Royal Holloway, University of London.
Colaborou na secção de cultura de alguns periódicos nacionais. Venceu o Prémio INCM/Vasco Graça Moura na categoria de Ensaio (2016). Foi o vencedor português do Prémio de Literatura da União Europeia 2021 com o seu primeiro romance, A lição do sonâmbulo, que também recebeu o Prémio Literário Fundação Eça de Queirós 2021.
Traduziu poesia de W. B. Yeats, uma antologia de ensaios de G. K. Chesterton, livros de Dickens, Oscar Wilde, Hardy e Banville.
Gonçalo
M. Tavares
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Gonçalo M. Tavares nasceu em Luanda em 1970. Desde a publicação do seu primeiro livro, tem sido distinguido com diversos prémios e é visto como umas das grandes surpresas da literatura recente portuguesa. Em 2005 arrecadou o Prémio José Saramago para jovens autores com menos de 35 anos. No seu discurso de atribuição do prémio, José Saramago afirmou: “Jerusalém é um grande livro que pertence à grande literatura ocidental”.

O seu romance Aprender e Rezar na Era da Técnica recebeu em França o prestigiado “Prize of the Best Foreign Book 2010”, prémio atribuído igualmente a autores como Gabriel García Márquez, Elias Canetti, John Updike, Mario Vargas Llosa ou António Lobo Antunes. O romance foi ainda selecionado para a shortlist dos importantes prémios franceses “Femina Étranger” e “Médicis”. A obra de Gonçalo M. Tavares está publicada em 55 países e foi traduzida para mais de 30 línguas.

Em 2017, Gonçalo M. Tavares fez parte da delegação de autores de língua portuguesa na Feira do Livro de Leipzig.
Irene
Pimentel
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Irene Flunser Pimentel é doutorada em História Institucional e Política Contemporânea pela Universidade Nova de Lisboa e é investigadora no Instituto de História Contemporânea. É autora e co-autora de mais de 20 livros sobre a PIDE, a ditadura em Portugal, a questão das mulheres, os judeus em Portugal, a espionagem, Portugal na Segunda Guerra Mundial e o Holocausto. A sua obra valeu-lhe já vários prémios.
José Luís
Peixoto
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© Patrícia Santos Pinto
José Luís Peixoto nasceu em 1974 e estudou Línguas e Literaturas Modernas (Inglês e Alemão) na Universidade Nova de Lisboa. É autor de romances, poemas, peças de teatro, literatura de viagens e artigos de jornal. O autor recebeu já inúmeros prémios pelas suas obras, incluindo o Prémio José Saramago de Literatura. Os seus romances foram traduzidos em várias línguas. Em alemão estão publicados os títulos “Uma Casa na Escuridão” (“Das Haus im Dunkel”, 2015) e “Cemitério de Pianos” (“Friedhof der Klaviere”, 2017).

Em 2020, o autor fez parte da delegação de autores portugueses que participou no festival literário de Leipzig, Literarischer Herbst (Outono Literário).
Kalaf
Epalanga
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© Felipe Avila
Kalaf Epalanga, nascido em Benguela em 1978, é um conhecido músico e escritor a viver em Lisboa desde os anos 90. Como músico, foi cofundador da editora discográfica “A Enchufada”, uma plataforma criativa e dinâmica que divulga novos estilos musicais portugueses e que lançou a banda Buraka Som Sistema, vencedora de um MTV Europe Music Award. Colabora com o jornal Público numa coluna de crónicas literárias.

Kalaf Epalanga publicou os livros Estórias de amor para meninos de cor (2011), O Angolano que comprou Lisboa (por metade do preço) (2014) e Também os brancos sabem dançar (2018). Em 2017 fez parte da delegação de autores presente na Feira do Livro de Leipzig e no ano seguinte participou na Feira do Livro de Frankfurt.
Luís Quintais
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Luís Quintais, nascido em 1968, é poeta, ensaísta e professor de antropologia na Universidade de Coimbra. Publicou já 11 volumes de poesia e foi distinguido diversas vezes, entre outros, com o prémio do PEN Clube, o prémio da Fundação Luís Miguel Nava ou o Prémio António Ramos Rosa. Na sua página na internet, Luís Quintais publica fragmentos, registos e achados de arquivos.
Maria Inês
Almeida
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Formada em jornalismo pela Universidade Católica Portuguesa, Maria Inês Almeida é mãe de dois filhos e dedica-se principalmente à literatura infantil e juvenil. Já publicou mais de 55 livros. Em 2005 recebeu o “Prémio Revelação” do Clube de Jornalistas português. Os seus livros “Quando eu for… Grande”, traduzido já para espanhol e mandarim, e “Sabes onde é que os teus pais se conhecem?” fizeram parte da lista “100 Livros para o Futuro”, apresentada em 2012 na Feira Internacional do Livro Infantil em Bolonha. Vários dos livros de Maria Inês Almeida integram o Plano Nacional de Leitura.
Miguel
Cardoso
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© Valério Romão
Miguel Cardoso ensina, traduz e escreve em Lisboa, onde nasceu em 1976. É membro do coletivo Unipop e colaborador na revista Imprópria. Tem poemas, ensaios e outros textos publicados em diversas antologias e periódicos. Traduziu Letters against the firmament, do poeta inglês Sean Bonney (Douda Correria, 2016) e publicou seis livros de poesia: Que se diga que vi como a faca corta (Mariposa Azual, 2010), Pleno Emprego (Douda Correria, 2013), Os engenhos necessários (&etc, 2014), Fruta Feia (Douda Correria, 2014), À barbárie seguem-se os estendais (&etc, 2015) e Víveres (Tinta-da-China, 2016).

Em 2017, Miguel Cardoso fez parte da delegação de autores de língua portuguesa na Feira do Livro de Leipzig. Em 2019, o poeta foi selecionado para a Bolsa de Residência Literária do Camões Berlim.
Patrícia
Portela
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© Thomas Langdon
Patrícia Portela, escritora e performer, nasceu em 1974 e vive entre a Bélgica e Portugal. Finalista do Prémio Sonae Media Arte em 2015, Patrícia Portela tem vindo a explorar um trabalho artístico transdisciplinar, sendo reconhecida pela peculiaridade da sua obra, recebendo vários prémios dos quais se destaca o Prémio Madalena Azeredo de Perdigão/Fundação Calouste Gulbenkian para Flatland I ou o Prémio Teatro na Década para Wasteband. Portela participou no 46º International Writers Program em Iowa City em 2013 e foi a primeira Outreach Fellow da Universidade de Iowa City. É autora de obras como O Banquete (com a qual foi finalista do Grande Prémio Romance e Novela da APE 2013) ou A Colecção Privada de Acácio Nobre.

Em 2016 esteve em Berlim como primeira autora selecionada para a Bolsa de Residência Literária da Embaixada de Portugal/Camões Berlim, durante a qual concluiu Dias Úteis. A escritora participou nesse ano na Feira do Livro de Frankfurt, onde o editor Zeferino Coelho e o tradutor Michael Kegler apresentaram a sua mais recente obra.
Rui Cardoso
Martins
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Rui Cardoso Martins nasceu em Portalegre em 1967. Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, foi jornalista na fundação do Público em 1990. O seu primeiro romance E Se Eu Gostasse Muito de Morrer foi editado pela D. Quixote em 2006 e publicado nas línguas espanhola, inglesa e húngara. A publicação Deixem Passar o Homem Invisível (2009) valeu a Rui Cardoso Martins o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores. Lançou ainda Se Fosse Fácil Era para os Outros (2012), considerado livro do ano por diversas publicações nacionais, O Osso da Borboleta (2014) e Levante-se o Réu (2015), recolha de crónicas de tribunal editadas durante 17 anos no jornal Público, com as quais ganhou dois prémios Gazeta de Jornalismo.

É autor, também, de argumentos e guiões de algumas longas-metragens, tais como Em Câmara Lenta, Duas Mulheres ou Zona J. Cardoso Martins é cofundador da agência Produções Fictícias, tendo, assim, participado na criação e autoria dos programas de televisão “Contra-Informação”, “Herman Enciclopédia” e “Estado de Graça”.

Em 2017 foi-lhe atribuída a Bolsa de Residência Literária do Camões Berlim, durante a qual escreveu a peça dramática “Última Hora”, editada em 2020 pela Tinta-da-china. Em 2018, fez parte da delegação de autores de língua portuguesa na Feira do Livro de Leipzig.
Tatiana
Salem Levy
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Tatiana Salem Levy nasceu em Portugal em 1979. Nesse mesmo ano os seus avós, judeus de origem turca que tinham emigrado para o Brasil mas se encontravam exilados em Portugal devida à ditadura militar, puderam regressar àquele país ao abrigo da Lei da Amnistia. Tatiana estudou Literatura no Rio de Janeiro e tem um doutoramento em Maurice Blanchot, Michel Foucault e Gilles Deleuze.

O seu romance de estreia, A Chave de Casa, tornou-se um bestseller, tendo sido traduzido em várias línguas e nomeado um dos melhores livros de 2015 pelo jornal The Guardian. Vista Chinesa é o seu primeiro romance traduzido para alemão.
autores homenageados
Agustina Bessa-Luís
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Agustina Bessa-Luís nasceu no dia 15 de Outubro de 1922, em Vila Meã, Amarante. Viveu a maior parte da sua vida no Porto. Publicou o primeiro livro, a novela Mundo Fechado, em 1949, muito elogiado por alguns dos principais escritores portugueses. Seguiram-se os Contos Impopulares (1951-1953) e, em 1954, o premiado romance A Sibila, que, no dizer de Eduardo Lourenço, «deslocou o centro da atenção literária».
Agustina iniciou então, em vertiginoso ritmo, a edição de muitas dezenas de obras percorrendo todos os géneros literários, incluindo a imprensa periódica, simultaneamente com a representação de Portugal em organismos internacionais, tais como o Congress for Cultural Freedom (1959) e a Communità Europea degli Scritori (1961/62). Tem a Laurea Honoris Causa da Università degli Studi di Roma «Tor Vergata» (2008).
Foi distinguida com o grau de Officier de l’Ordre des Arts et des Lettres, atribuído pelo Governo francês em 1989. Foi Sócia Emérita da Academia das Ciências de Lisboa. Viajou e usou da palavra por quase todo o mundo. Entre outros, foram-lhe conferidos o Prémio Ricardo Malheiros (A. C. L.) 1966 e 1977, o Prémio Adelaide Ristori (Centro Cultural Italiano de Roma, 1975), o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores 1983 e 2001, o Prémio Internacional União Latina 1997, o Prémio Camões 2004 e o Prémio de Literatura do Festival Grinzane Cinema de Turim 2005.
Morreu com 96 anos, a 3 de Junho de 2019. Para a língua alemã foram traduzidos e editados pela Suhrkamp os seus romances A Sibila e Fanny Owen.

António Lobo Antunes
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Nascido em Lisboa em 1942, António Lobo Antunes estudou Medicina, serviu como médico militar durante 27 meses na guerra colonial de Angola e trabalhou, mais tarde, como médico psiquiatra em Lisboa. Hoje, vive da escrita na sua cidade natal. Lobo Antunes é um dos mais importantes autores da literatura europeia contemporânea. A sua obra, composta por mais de vinte títulos e traduzida para cerca de 40 línguas, debruça-se intensivamente de forma crítica sobre a sociedade portuguesa. O escritor arrecadou já diversos prémios literários, entre eles o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, o Prémio Jerusalém e o Prémio Camões.
Fernando Pessoa
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Fernando Pessoa (1888-1935), o poeta moderno mais importante de Portugal, tornou-se conhecido na Alemanha com O Livro do Desassossego. Passou grande parte da sua juventude em Durban, África do Sul, antes de regressar a Lisboa em 1905, onde trabalhou como correspondente comercial e, paralelamente, se dedicou à escrita. Em 1912, começou a trabalhar como crítico literário e ensaísta. Além de poemas e textos poéticos em prosa dos mais diversos tipos, Pessoa criou encarnações dos objetos do seu pensamento e da sua poesia, designadamente através dos seus heterónimos, tais como Alberto Caeiro, Ricardo Reis ou Álvaro de Campos. Alguma parte da sua obra foi assinada pelo próprio, Fernando Pessoa ortónimo.
José Saramago
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Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga. As noites passadas na Biblioteca pública do Palácio das Galveias, em Lisboa, foram fundamentais para a sua formação. “E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.”

Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais viria a sair com o título de Terra do Pecado. Seis anos depois, em 1953, terminaria o romance Claraboia, publicado apenas depois da sua morte.

No final dos anos 50 tornou-se responsável pela produção na Editorial Estúdios Cor, função que conjugaria com a de tradutor a partir de 1955 e de crítico literário. Regressa à escrita em 1966 com Os Poemas Possíveis.

Em 1971 assumiu funções de editorialista no Diário de Lisboa e em abril de 1975 é nomeado diretor-adjunto do Diário de Notícias. No princípio de 1976 instala-se no Lavre para documentar o seu projeto de escrever sobre os camponeses sem terra. Assim nasceu o romance Levantado do Chão e o modo de narrar que caracteriza a sua ficção novelesca.

Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo.

No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde 2012 a Fundação José Saramago tem a sua sede na Casa dos Bicos, em Lisboa.

José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998.
Mário de Sá-Carneiro
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Mário de Sá-Carneiro nasceu em Lisboa em 1890. Em 1912, publicou a sua primeira coleção de histórias. No mesmo ano, foi para Paris estudar Direito, mas cedo abandonou os estudos e regressou a Lisboa. Em 1914, surgiram os seus primeiros poemas, bem como o romance “A confissão de Lúcio”, editado em 1997 pela Suhrkamp (“Lúcios Bekenntnis”). Juntamente com Fernando Pessoa, com quem tinha uma estreita amizade, fundou a revista Orpheu, cujos únicos dois números foram publicados em 1915 e se tornaram num modelo da vanguarda e do modernismo português. Mário de Sá-Carneiro suicidou-se em Paris em 1916.
Sophia de Mello Breyner
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Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu a 6 de novembro de 1919, no seio de uma família aristocrática portuense. Cresceu na Quinta do Campo Alegre, hoje Jardim Botânico do Porto, lugar em que se terá inspirado para escrever muitos dos seus textos. Estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa, sem, no entanto, terminar o curso. Casou-se com o jornalista, advogado e político Francisco Sousa Tavares e foi mãe de cinco filhos, o que motivou a sua escrita de contos infantis. Sophia dedicou-se, ainda, a escrever poesia, artigos, ensaios e teatro, bem como a traduzir Shakespeare, Dante ou Claudel, além de, para francês, os poetas portugueses Camões, Cesário Verde, Mário de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa.
A afirmação literária de Sophia de Mello Breyner dá-se nos anos 40 e 50, com a sua colaboração em importantes revistas de poesia portuguesas, tais como Cadernos de Poesia, Távola Redonda e Árvore.
Foi muito interventiva na sociedade civil, nomeadamente na oposição ao Estado Novo. Apoiou a candidatura do general Humberto Delgado e participou em movimentos católicos contra o regime de Salazar e a guerra colonial. Sophia fundou e foi membro da Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos. Em 1975 foi eleita para a Assembleia Constituinte pelo Partido Socialista.
Sophia de Mello Breyner tem a sua obra traduzida em várias línguas, foi condecorada e distinguida com diversos prémios literários, dos quais se destacam, o Prémio Camões em 1999 – tornando-se na primeira mulher portuguesa a recebê-lo – o Prémio de Poesia Max Jacob em 2001, ou o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana em 2003, pela primeira vez atribuído a um português.
Morreu a 2 de julho de 2004, aos 84 anos. Em 2014, foram-lhe concedidas honras de Estado, sendo os seus restos mortais transladados para o Panteão Nacional.
“In Amerika”, sagte Jonathan
GONÇALO M. TAVARES
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Der Portugiese Gonçalo M. Tavares, Jahrgang 1970, bekannt für sein Projekt O Bairro (Dt. Das Viertel), das er mit Autoren bevölkert, bricht 2016 mit seinem Begleiter, Jonathan, zu einer Entdeckungsreise der Gegenwart auf. Nach Amerika, in die USA. Mit im Gepäck, ein naiv gemaltes Porträt von Franz Kafka.

Jonathan und sein Scrivener durchqueren eine wie vor dem Abgrund stehende Kultur, die für Aphorismen wie geschaffen ist. „Wo trifft man in Amerika das 14. Jahrhundert?“ – „In Las Vegas.“ Keine erste, keine erschaffene Welt ist anzutreffen. Kafka passt nirgends ins Bild, lässt sich nicht in die Landkarte einfügen, die eine Wüste ohne geistigen Kompass zeigt.

Gonçalo M. Tavares, der Kafka nicht in sein Bairro einziehen lassen kann, bevor er in diesem Lunapark den Verschollenen findet, sprudelt Jonathans Erleuchtungen nur so hervor. Eine herrlich-gruselige Parabel auf das Land aller Verschollenen, das man am besten über Cape Canaveral verlässt.
Kupido Verlag
Übersetzung: Christiane Quandt, Frank Henseleit
Erscheinungsdatum: 05/2021
365 vorhergesagte Gedichte
Álvaro Seiça
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In 365 vorhergesagte Gedichte (Original: Previsão para 365 poemas) von Álvaro Seiça finden
die portugiesischen Gedichte, die den Corso eines ganzen Jahres beschreiten, ihre
tagesgenauen Entsprechungen in den deutschen Übertragungen von Mathias Traxler. Für die
Übersetzungsvorgänge dieses kalendarisch angelegten Buches wurde ein weiter Fächer an
Varianten und Übersetzungs-Methoden angewendet, deren Bestandteile auch
Missverständnisse, Vermutungen und eigene Weiterschreibungen sind. Aber wie ein
Wanderer, in Gebirgen und an Stränden gleichermassen unterwegs, einmal sagte: „Die
Stringenz jedes Weges erfordert ein Gleiches an Genauigkeit und Hingabe. So können wir den
Wind immer noch vielschichtiger erfassen.“
Parallel zum Buch erscheint auf Bandcamp eine Sammlung von Audioaufnahmen, welche eine
der Grundlagen für die Übersetzungen bildeten; sowie auch eine Reihe von Aufnahmen, die
den Übersetzungshergang dokumentieren: „www.traxlerseica.bandcamp.com“.
Parasitenpresse

Übersetzung: Mathias Traxler
Erscheinungsdatum: 02/2021
Aber wir lieben dich
Afonso Reis Cabral
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Eine Geschichte vom Rand der Gesellschaft: Afonso Reis Cabrals erschütterndes Porträt der
obdachlosen trans Frau Gisberta – ausgezeichnet mit dem Premio Saramago

Ein wahrer Fall, der ein ganzes Land erschütterte. „Wir lieben dich Gisberta“ – rufen ihr die
Freier und die Zuschauer der Show zu, bei der die trans Frau als Marylin Monroe posiert. Als
sie später in einer Bauruine in Porto haust, kümmert das niemanden mehr. Rafa, der sie als
Erster dort entdeckt, ist stolz auf sein ungewöhnliches Geheimnis. Es ist die Begegnung zweier
Menschen am Rande der Gesellschaft. Doch dann wird ihm klar, dass die hübsche Frau ein
„Mann mit Brüsten“ ist. Zerrissen zwischen Attraktion und Verachtung, Gruppenzwang und
Geltungsdrang, gleitet Rafa in eine Spirale des Bösen. Wer ist schließlich schuldig – die Jungen,
die Gesellschaft? Alfonso Reis Cabrals Roman entfaltet einen Sog, dem man sich nicht
entziehen kann.
Carl Hanser Verlag

Übersetzung: Michael Kegler
Erscheinungsdatum: 03/2021
Asche und Sand
Mia Couto
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Die junge Imani kümmert sich aufopfernd um ihren Geliebten Germano, der sich schwer
versehrt auf eine abgelegene Flussinsel gerettet hat. Währenddessen tobt der Krieg zwischen
der portugiesischen Krone und dem mosambikanischen Herrscher Ngungunyane immer
erbarmungsloser: Die schwer bewaffneten, aber entmutigten Portugiesen, die weder die
Sprache noch das Land verstehen, auf der einen Seite und das riesige Heer des Ngungunyane,
der selbst einen Krieg gegen das eigene Volk führt, auf der anderen. Schließlich fasst Imanis
Vater einen verzweifelten Entschluss: Er will Imani dem Herrscher zur Frau anbieten – damit
sie ihn tötet.

Sprachgewaltig lässt Mia Couto ein einschneidendes Kapitel der mosambikanischen Geschichte
und portugiesischen Kolonialzeit wiederauferstehen.
Unionsverlag

Übersetzung: Karin Schweder-Schreiner
Erscheinungsdatum 03/2021
Beatriz und die Platane
Ilse Losa
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“Beatriz und die Platane” erzählt die Geschichte eines kleinen Mädchens, Beatriz, die jeden
Tag vor ihrem Fenster eine riesige Platane mit dickem Stamm und üppiger Baumkrone sieht.
Dieser Baum ist ein Teil ihres Lebens, wie ein guter Freund.
Nun, eines Tages beschließen die Behörden die Platane zu fällen, denn der alte Baum passe
nicht zu dem modernen Stadtbild, an dem sie arbeiten. Beatriz‘ Entschlossenheit und
Beharrlichkeit, ihren alten Freund zu beschützen, bringen schließlich die Behörden dazu, ihren
Plan aufzugeben.
Oxalá Editora
Erscheinungsdatum: /2021
Bis die Steine leichter sind als Wasser
António Lobo Antunes
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Angola zurzeit des Kolonialkriegs. Ein afrikanischer Junge ist der einzige Überlebende, als sein
Dorf von portugiesischen Soldaten gebrandschatzt wird. Ausgerechnet der Mann, der seine
Eltern getötet hat, nimmt den Jungen mit nach Portugal zurück, doch er wird von der Familie in
Lissabon nie richtig akzeptiert. Und die Erinnerungen an den Krieg verfolgen sowohl den Vater
als auch mit den Jahren zunehmend den Adoptivsohn. Als im Heimatdorf des Vaters am Fuß
der Berge das alljährliche Schlachtfest stattfindet, kulminert dieses intensive, eindringliche
Sprachkunstwerk über die Grauen des Krieges.
Luchterhand

Übersetzung: Maralde Meyer-Minnemann
Erscheinungsdatum: 04/2021
Bis zum Horizont
Carolina Celas
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Was liegt eigentlich jenseits des Horizonts, der Grenze zwischen Himmel und Erde? Ausgehend
von dieser Frage lädt die portugiesische Illustratorin Carolina Celas mit ihrem Bilderbuch Bis
zum Horizont zu einer poetischen und inspirierenden Entdeckungsreise ein. Mit viel Humor
und Liebe zum Detail zeigt sie den Horizont mal als tatsächlich wahrnehmbare Grenzlinie, mit
deren Hilfe man sich verorten und orientieren kann, mal als unerreichbaren Fixpunkt, der sich
stetig verändert. Einer Linie folgend präsentiert Celas auf jeder Doppelseite Landschaften,
Gebäude und Räume aus unterschiedlichsten Perspektiven und verdeutlicht so, dass die
Wahrnehmung immer auch vom Blickwinkel abhängt.
Gestalten

Übersetzung: Claudia Stein
Erscheinungsdatum: 02/2020
Blaue Träume in jedem Winkel
Ondjaki
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Ondjaki nimmt uns in diesem gleichermaßen poetischen wie melancholischen
Kurzgeschichtenband mit auf Reisen in Städte auf der ganzen Welt. Wir erfahren von
chinesischen Schneidern in Macau, Prager Friedhöfen, einer merkwürdigen Hochzeit in
Santiago de Compostela und geheimnisvollen Begegnungen auf Flughäfen, in Bars oder
Jazzclubs. Identitäten verschwimmen im bläulichen Licht der Dämmerung zwischen Traum und
Wirklichkeit. Zwanzig Erzählungen, hier erstmals in einer zweisprachigen Ausgabe, die lange
nachklingen und die Magie des Reisens schimmern lassen.
TFM
Übersetzung: Michael Kegler
Erscheinungsdatum: 2021
Das dritte Elend
Hélia Correia
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Hélia Correias Hinwendung zur Poesie ist ein Streifzug durch Menschheitserinnerungen. Dies
erklärt den Titel dieses Poems, das in dreiunddreißig Abschnitte unterteilt ist:
Das dritte Elend ist dieses von heute.
Das derer, die nicht mehr hören, nicht fragen,
Derer, die nicht erinnern.
In unserer Selbstvergessenheit spiegelt sich der gegenwärtige Sumpf, in dem Demokratien
versinken. Die Agora, der edle Raum der Polis, hat seine Bedeutung verloren, ist kein Maßstab
mehr für demokratische Ethik. Dieses Buch ist eine Hommage an Griechenland. Es greift „das
hellenische Thema“ auf, erkennt in der Zerstörung Griechenlands einen Schrei als Warnung vor
dem Schlimmsten, was das ökonomisch verwaltete Europa bewirken kann: den Verlust der
Souveränität und das Versagen der Demokratie. In kristalliner Sprache beschwört Correia die
Tiefe und Schönheit des griechischen Denkens, dieser mythischen Heimat Europas, wie Byron,
Hölderlin, Nietzsche und viele andere sie besungen haben.
Leipziger Literaturverlag

Übersetzung: Michael Kegler
Erscheinungsdatum: 2021
Das Land von Akendengué & Wenn Samt-Tamarinden auf dem Dach des Gipfels blühen
Conceição Lima
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Wie die Stille die Steine der Festung zernagt
so sickert das Geflüster durch die Wände
und verdichtet die Gesichtszüge.

EROSION
Edition Delta

Übersetzung: Juana Burghardt, Tobias Burghardt
Erscheinungsdatum: 2021
Der Kater aus Uppsala
Cristina Carvalho
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„Alle hier beschriebenenen Ereignisse haben sich vor vielen, vielen Jahren zugetragen, doch
alles könnte ebensogut in unseren Tagen geschehen sein, denn Elvis und Agnetta gibt es noch
immer…“ Mit diesen Worten des Katers beginnt der Roman. Nach dem Tod des
Schwiegervaters begeben sich Elvis und Agnetta auf den Weg, um ihren großen Traum zu
verwirklichen: bei der Jungfernfahrt der Vasa in Stockholm mit auf dem Schiff zu sein. Agnettas
geliebter Kater begleitet sie, von Elvis in einem Korb auf der Schulter getragen. Ganz Schweden
strömt in Stockholm zusammen. Doch Agnetta wird von bösen Ahnungen geplagt. Als plötzlich
der Kater verschwindet, ist auch Elvis bereit, auf die Fahrt mit der Vasa zu verzichten. Mitten in
der Zuschauermenge stehen sie am Ufer und sehen dem Aus-laufen des Schiffes zu. Ein
Windstoß läßt es vor ihren Augen in Schlagseite geraten und bald darauf sinken. Das Wunder
bleibt aus.
Leipziger Literaturverlag

Übersetzung: Markus Sahr
Erscheinungsdatum: 2021
Der treue Verstorbene
Germano Almeida
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Vierzehn Gedichtbände sind von Sophia de Mello Breyner Andresen, einer der wichtigsten
Stimmen der portugiesischen Lyrik des 20. Jahrhunderts, zu Lebzeiten erschienen. Unsere
Edition vereint ihren zweiten und ihren letzten Lyrikband: »Dia do Mar« und »O Búzio de Cós«,
ergänzt durch fünf »Artes Poeticae«, in denen sie ihr Schaffen reflektiert.
Elfenbein

Übersetzung: Michael Kegler
Erscheinungsdatum: 2021
Der Zigeunerchristus
Sophia de Mello Breyner
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Dem »Zigeunerchristus« liegt die Legende von einem in Sevilla im 17. Jahrhundert lebenden,
schönen und geheimnisvollen Gitano, genannt »El Cachorro«, zugrunde. Er ist bekannt für sein
virtuoses Gitarrenspiel und seinen feurigen Flamenco-Gesang. Ein berühmter Holzschnitzer
erhält zu jener Zeit den Auftrag, eine Skulptur anzufertigen, die das Sterben Christi zum
Ausdruck bringen soll. Auf seiner zunächst erfolglosen Suche entdeckt er zufällig den von
Messerstichen durchbohrten »El Cachorro«, der mit dem Tod ringt. Nun hat er die ersehnte
Vorlage gefunden. Wer den Gitano getötet hat, bleibt allerdings im Verborgenen. Eine andere
Version der Legende, wonach der Künstler selbst zum Mörder geworden sei, findet Eingang in
den vorliegenden Gedichtzyklus von Sophia de Mello Breyner Andresen.
Elfenbein

Übersetzung: Sarita Brandt
Erscheinungsdatum 2020
Die Dicke
Isabela Figueiredo
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Maria Luísa ist jung, intelligent, eigensinnig. Sie ist eine gute Schülerin und verfolgt auch später
konsequent ihren eigenen Weg. Doch sie ist dick. Hoffnungslos dick. Dieser Umstand
überlagert und beschädigt alles: ihre sozialen Kontakte, ihr Gefühlsleben (die komplizierte
Beziehung zu David, ihrer großen Liebe), ihren Wirklichkeitsbezug. Schon als Teenager leidet
sie darunter und muß in resigniertem Schweigen das Mobbing durch ihre Mitschüler ertragen.
Neben ihrer dominanten Freundin Tony – schlank, schön und von allen Jungs umschwärmt – ist
sie »das Monster«, »der Blauwal«. Im Studium lernt sie David kennen. Obwohl er ihren Körper
begehrt, schämt er sich vor seinen Freunden für ihr Aussehen und bittet sie, ihn nicht mehr zu
besuchen. Er beendet die Beziehung, doch kann sich Maria Luísa nicht vollends von ihm lösen.
Von den eigenen Eltern fühlt sie sich bedrängt und eingeschränkt, dennoch werden sie ihr
nach deren Tod fehlen. Als Erwachsene faßt Maria Luísa den Entschluß, ihren Magen operativ
verkleinern zu lassen.
Die Erzählerin dieses autobiographischen Romans geht durch die Räume der Wohnung, die sie
mit ihren Eltern nach deren Rückkehr aus Mosambik bewohnt hat; die einzelnen Zimmer
bilden die Kapitelüberschriften.
Weidle

Übersetzung: Marianne Gareis
Erscheinungsdatum: 02/2021
Die Flöte des Toten
José Viale Moutinho
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In diesem Buch sind Tote versammelt, bekannte und weniger be-kannte, die einmal nicht nur
lebten, sondern höchst lebendig waren, und die Viale Moutinho vor dem Vergessen gerettet
hat. Später ist der fröhliche Umgang mit Gevatter Tod natur-gemäß einer anderen Stimmung
gewichen, und auch der Ton ist rauer geworden. Alter und Krankheit haben Einzug gehalten.
Die Toten stammen nicht mehr (nur) aus dem Reich der Literatur, sondern immer häufiger aus
dem wirk-lichen Leben; immer schneller häufen sich die Abschiede, immer größer werden die
Lücken um uns herum. Auch in den Dörfern und Städten spürt der Dichter Verfall und Ende.
Ende einer Ära, deren Zeuge er/man war. Ver-schwin-den von Gebäuden und Landschaften.
Entfremdung zwi-schen den Generationen. Der verspielte Ton von einst weicht einer Lakonie
der Reife, die jetzt den „scharfen Pfiff“ moduliert. Und die in der nüch-ternen Betrachtung
allen Vergehens und Vergessen-Wer-dens eine außergewöhnliche lyrische Herausforderung
mei-stert.
Leipziger Literaturverlag

Übersetzung: Ilse Pollack
Erscheinungsdatum: 2021
Die letzte Tragödie
Abdulai Sila
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Ndani verlässt ihr Dorf, um einem Fluch des ansässigen Zauberers zu entkommen, und sucht
ein besseres Leben in der Hauptstadt. Sie findet Arbeit als Dienstmädchen in einer
portugiesischen Familie. In dieser „ganz anderen Welt“ wird sie mit der portugiesischen
Sprache vertraut sowie mit den portugiesischen Sitten und Gebräuchen. Sie lernt, dass weiße
Herren scheinbar in allem überlegen sind…
Die letzte Tragödie gewährt Einblicke in die Kolonialvergangenheit Afrikas am Beispiel von
Guinea-Bissau. Die Mentalität der Kolonisatoren wird mit den Denk-weisen und
Überzeugungen unterschiedlicher Vertreter der kolonialisierten Bevölkerung kontrastiert.
Nicht zuletzt verkörpert Ndani das tragische Schicksal vieler afrikanischer Frauen. Abdulai Sila
versteht es, die Konflikte zwischen den Kolonialherren und den Ein-heimischen lebendig
werden zu lassen.
Leipziger Literaturverlag

Übersetzung: Rosa Rodrigues
Erscheinungsdatum: 2021
Die Muschel von Kos
Sophia de Mello Breyner
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Vierzehn Gedichtbände sind von Sophia de Mello Breyner Andresen, einer der wichtigsten
Stimmen der portugiesischen Lyrik des 20. Jahrhunderts, zu Lebzeiten erschienen. Unsere
Edition vereint ihren zweiten und ihren letzten Lyrikband: »Dia do Mar« und »O Búzio de Cós«,
ergänzt durch fünf »Artes Poeticae«, in denen sie ihr Schaffen reflektiert.
Elfenbein

Übersetzung: Sarita Brandt
Erscheinungsdatum: 2020
Die nicht reklamierten Reste. Lyrisches Handbuch des Übersetzens
Margarida Vale de Gato
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„Übersetzen ist eine Form des langsamen Lesens, eine Art eifriges Schreiben auf
Durschlagpapier, ein Überschreiben des fremden Textes in einer eingebildeten Kommunikation
mit den Toten (…) Wir (…) sind die Metöken des antiken Athens: Wanderer ohne
Staatsbürgerschaft, Söldner, die handeln wie eifrige Staffelläufer. Wir berechnen nach Zeichen,
zählen die Leerzeichen,“ – schreibt die Dichterin und Übersetzerin Margarida Vale de Gato.
Muss die Übersetzerin sich komplett aufgeben? Trägt sie Verantwortung für das, was sie
schreibt? Geht Poesie in der Übersetzung wirklich verloren, und was wird beim Übersetzen
gewonnen? Augenzwinkernd verhandelt sie diese Fragen im posthumen Dialog mit den großen
Theoretikern und Praktikern der Übersetzung – Martin Luther, Walter Benjamin, Michail
Bachtin – und den Objekten ihres übersetzerischen Eifers – Marianne Moore, Emily Dickinson,
Ernest Hemingway. Und wird dabei selbst von Odile Kennel, ebenfalls Dichterin und
Übersetzerin, einfallsreich interpretiert.
Hochroth

Übersetzung: Odile Kennel
Erscheinungsdatum: 2021
Die reglose Nacht
Luís Quintais
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Luís Quintais, 1968 in Vila Luso in Angola zur Welt gekommen, ist Professor für Anthropologie
im schönen Coimbra – und ein Dichter, der für seine Gedichte mit vielen Preisen, zuletzt mit
dem angesehenen Preis der Inês-de-Castro-Stiftung, ausgezeichnet worden ist.
Wissenschaftler und Dichter, geht das? Ja, wenn man ein pensador lírico ist, ein Dichterdenker,
der bei seinen Forschungen in dem unübersichtlichen Gebiet zwischen den Kulturen jenes
lyrische Denken entwickelt, das ihm hilft, eine eigene Poetik zu erarbeiten. Sein neues Buch,
das zweite in deutscher Übersetzung, beginnt mit dem lapidaren Befund: Die Welt liegt im
Sterben.

Aus dem Nachwort von Michael Krüger.
Aphaia

Übersetzung: Mário Gomes
Erscheinungsdatum: 2021
Die Rückkehr
Dulce Maria Cardoso
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Rui, ein portugiesischer Jugendlicher, sitzt gemeinsam mit seiner Familie in einem Haus in
Luanda, der Hauptstadt von Angola, und wartet darauf, dass der Onkel kommt, um sie zum
Flughafen zu bringen. Alle anderen Häuser in der Umgebung stehen entweder leer oder sind
bereits von neuen, dunkelhäutigen Nachbarn besetzt worden.
Wir schreiben das Jahr 1975. Draußen sind Schüsse zu hören, der Onkel verspätet sich, und
dann taucht ein Jeep der Befreiungsarmee auf und die Dinge nehmen einen katastrophalen
Verlauf.
In ihrem Bestseller erzählt Dulce Maria Cardoso meisterhaft durch die Augen von Rui ihre
eigene Geschichte als Flüchtling aus den verlorenen Kolonien und die Ankunft in einem von der
Nelkenrevolution erschütterten Portugal. Sie zeigt uns gewöhnliche Menschen, deren Sicht auf
die Welt von ebenso radikalen wie unbewussten Vorurteilen geprägt ist, und sie tut es auf eine
sensible und äußerst eindringliche Weise.
Ein Buch wie ein Rausch, an dessen Ende man ein wenig erleichtert und zutiefst berührt ist.
Vor allem aber hat man eine historische Epoche erlebt, die in Deutschland kaum
wahrgenommen wurde.
Secession
Übersetzung: Steven Uhly
Erscheinungsdatum: 2021
Ein äußserst spitzes Duell
Luiza Neto Jorge
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„Ein äußerst spitzes Duell“ ist eine Auswahl aus dem Werk der portugiesischen Dichterin Luiza
Neto Jorge (1939–1989), von der bisher nur einige wenige Gedichte ins Deutsche übersetzt
wurden. Ihre Poetik, die dem Surrealismus nahestand, verweigerte sich gleichermaßen dem
patriarchalen Diskurs des Estado Novo-Regimes wie dem moralischen Duktus des Neo-
Realismus. Luiza Neto Jorge ist radikal, hermetisch, bisweilen sarkastisch. Ihre zentralen
Themen sind „der aufbegehrende Körper“, das Eros, andere Bilder von Weiblichkeit und das
Gedicht selbst. Die Lyrikerin und Übersetzerin Odile Kennel hat kongeniale Nachdichtungen
dieser herausfordernden Texte geschaffen. Der Band wurde von Christophe Carbenay
illustriert, sehr im Geiste der Dichterin, für die der Dialog zwischen der Poesie und der
bildenden Kunst sehr wichtig war.
Hochroth
Übersetzung: Odile Kennel
Erscheinungsdatum: 2021
Ein Dasein aus Papier
Al Berto
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Al Berto war der Popstar der portugiesischen Dichtung der späten siebziger und achtziger
Jahre. Von der »Akademie« argwöhnisch betrachtet, von seinen Fans in den Rang eines
Rimbaud erhoben, ist er bis heute einer der meistgelesenen Dichter Portugals. Die im
vorliegenden Band versammelten Gedichte sind von der typischen Fin-de-Siècle-Stimmung der
späten achtziger Jahre gekennzeichnet; Al Berto kombiniert seine dramatischen Bilder dabei
geradezu elegant mit Motiven des »Portugiesischen«: dem Meer, der Sehnsucht, dem Mythos,
der Melancholie. Trotzdem ist Al Bertos Lyrik unverschämt zeitlos – wie ihre permanente
Wiederentdeckung aus unterschiedlicher Perspektive beweist. Sie strahlt in ihrer zugleich
artifiziellen wie authentischen Dringlichkeit eine Tiefe aus, die als »Dasein aus Papier«
vielleicht geradezu ironisch betitelt ist.
Enthalten sind die Gedichtbände »Uma Existência de Papel« (1985), »O Livro dos Regressos«
(1989) und »Finita Melancolia« (1990).
Elfenbein
Übersetzung: Michael Kegler
Erscheinungsdatum: 2021
Ein Falke in der Faust
Maria Gabriela Llansol
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Ein fast zwanzigjähriges Exil in Belgien geht für Maria Gabriela Llansol erst lange nach der
Nelkenrevolution in Portugal zu Ende. Was als Flucht vor dem Militär begann, als Flucht vor der
Einberufung zu den Kolonialkriegen in Afrika, als Wehrdienstverweigerung ihres Mannes,
Augusto Joaquim, dem sie nach Belgien folgte, wurde dort zu einer dauerhaften Suche nach
einem alternativen Leben und Schreiben. Zunächst in Löwen, im flämischen Brabant, dann in
Jodoigne, einer wallonischen Gemeinde, schließlich in einem Dorf in der Nähe Jodoignes, in
Herbais.
Das Tagebuch aus dem Exil, das im März 1979 mit einer Eintragung in Jodoigne beginnt und in
Herbais im September 1983, kurz vor der Rückkehr nach Lissabon im darauffolgenden Jahr,
endet, enthält sowohl die Arbeit an einem Lebensprojekt, die Entstehungsgeschichte von
„Lissabon-leipzig“, als auch Traumhaftes und Alltägliches: das Leben ohne Hierarchien mit
Pflanzen und Tieren in einer von Menschen dünn besiedelten Gegend. Llansols Faszination für
die „Rebellen“ Mitteleuropas, für Thomas Müntzer und die Wiedertäufer in Münster kommt
zur Sprache, ihre Vertrautheit mit mittelalterlicher Mystik wird spürbar, ihr Interesse an der
Johannes vom Kreuz und Ana de Peñalosa, ihre „Entdeckung“ der Beginen. Vor allem aber wird
der Entwurf zweier „Figuren“ miterlebbar, der dem Schreiben von „Lissabonleipzig“
vorausgeht: die Figur von Jo-hann Sebastian Bach und die Figur von Aossê, eine Umkehrung
des Namens von Fernando Pessoa (PESSOA – AOSSEP), um ihn von einem Klischeebild zu
befreien, das dem Dichter der Hetero-nyme bereits in den 1980er Jahren anhaftete.
Hin- und hergerissen zwischen dem Wunsch nach Bleiben in der selbstgewählten belgischen
Ein-öde und dem Wunsch nach Gemeinschaft, nach Rückkehr auch an den Atlantik, entsteht
Llansols Tagebuch „Ein Falke in der Faust“. Ein zuweilen aphoristisches Werk mit
frappierenden Ansichten zu Literatur und Leben.
Leipziger Literaturverlag
Übersetzung: Markus Sahr, Ilse Pollack
Erscheinungsdatum: 02/2021
Einstürzende Altbauten – Sechs Theaterstücke aus Portugal
Almeida Faria, João Santos Lopes, Tiago Rodrigues, Cecília Ferreira, Luísa Costa Gomes, Tiago
Correia
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»Ruinen verbreiten Hoffnung. Sie inspirieren zu ganz neuen Rekonstruktionen.« Luísa Costa
Gomes
Die Nelkenrevolution und ihre Folgen, der Kolonialismus und seine Folgen, der Rassismus und
seine Folgen, das Erwachsenwerden und seine Folgen, die Einsamkeit und ihre Folgen, der
Tourismus und die Immobilienblase.
Sechs Theaterstücke, die für fast 50 Jahre Portugal seit dem 25. April 1974 stehen: Umkehrung
von Almeida Faria, Manchmal schneit es im April von João Santos Lopes, Traurig und glücklich
ist das Giraffenleben von Tiago Rodrigues, Die Begleiterin von Cecília Ferreira, Tag für Tag von
Luísa Costa Gomes und Turismo von Tiago Correia.
Herausgegeben und mit einem Vorwort von Henry Thorau. Mitarbeit Marina Spinu
Alexander Verlag
Erscheinungsdatum: 2021
Exemplarische Erzählungen
Sophia de Mello Breyner
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Eine Frau, die »wie ein Präzisionsinstrument« Menschen und Dinge nur für ihre persön-lichen
Ziele benutzt … ein Ehepaar, das sich auf eine Reise zu einem Landhaus begibt, die sich aber als
Irrweg ins Nichts erweist … ein Bischof, der, um eine Kirche restaurieren zu können, einen
dunklen Pakt mit »einem wichtigen Mann“ schließt … der Weg dreier großer Könige, die
plötzlich an ihrer Macht zweifeln und lieber einem neuen Stern folgen: Der Band »Contos
Exemplares« (1962) versammelt, erstmals in deutscher Übersetzung, sieben
Meistererzäh-lungen von Sophia de Mello Breyner Andresen. Sie verweisen auf bekannte
Persönlichkeiten zur Zeit des Salazar-Regimes, zeigen vor allem aber Grenzsituationen des
menschlichen Lebens auf, beispielhaft und zuweilen pikaresk — nach dem Vorbild der
»Exemplarischen Novellen« von Miguel de Cervantes.
Elfenbein
Übersetzung: Michael Kegler
Erscheinungsdatum: 2021
Ferner Westen
Paulo Moura
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Ein Mann, ein Motorrad und 1000 Kilometer voller Begegnungen, Schicksale und Geschichten
Paulo Moura, der sonst als Kriegsberichterstatter ferne Länder bereist, hat sich auf den Weg
gemacht, die eigene Heimat zu erkunden: immer an der Küste entlang, von der Costa Verde bis
in den Südosten der Algarve. Im kleinen Dorf Afife stößt er auf ein verlassenes Tanztheater mit
einer erstaunlichen Entstehungsgeschichte, in Tamera auf eine Kolonie deutscher Aussteiger.
Er begleitet die Hafenarbeiter von Lissabon und die Fischer von Sesimbra bei ihrer harten
Arbeit und erzählt von den portugiesischen Literaten, die im 19. Jahrhundert den vornehmen
Badeort Figueira da Foz für sich entdeckten.
Indem Moura all diese Geschichten versammelt, zeichnet er ein stimmungsvolles und
nuanciertes Bild der Seele Portugals, denn das Wesen der wechselnden Landschaften, durch
die er reist, liegt in den Schicksalen der Menschen, die sie bewohnen.
Mare
Übersetzung: Kirsten Brandt
Erscheinungsdatum: 03/2022
Galveias
José Luís Peixoto
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In einer eisigen Januarnacht rast ein geheimnisvoller Himmelskörper aus dem Universum
zielsicher auf Galveias zu, schlägt mit ohrenbetäubendem Krach am Ortsrand ein und
verbreitet von da an einen widerlich beißenden Schwefelgestank, der über allem hängt und in
alles eindringt. Die Bewohner des portugiesischen Dorfes werden brutal aus dem Schlaf
gerissen, in Angst und Schrecken versetzt. Ohne eine Erklärung für dieses »Ding ohne Namen«
zu finden, klagen sie fortan über dieses bittere Ungemach, nehmen es jedoch stoisch hin.
Peixotos Milieuschilderung erzählt vom Zerwürfnis zwischen zwei Brüdern wegen eines
Stückchens Land, der Ältere beseelt von romantischen Gefühlen für seine um viele Jahre
jüngere Haushälterin, Mutter des Jungen, der irrtümlich die Prostituierte Isabella tötet, erzählt
von halsbrecherischen Rennen mopedbesessener Jugendlicher, mit zum Teil tragischen
Konsequenzen, oder von einem Pfarrer, der ständig seine Nöte im Wein versenkt. Aus der
erbitterten Rache einer betrogenen Ehefrau an ihrer Nebenbuhlerin entsteht plötzlich
Leidenschaft füreinander, und ein ältlicher Casanova, dessen Frau in der Schreckensnacht ihr
Gehör einbüßt, macht sich an ein williges Nachbarmädchen heran und ergötzt sich als Spanner
an der ortsfremden, ambitionierten Junglehrerin. Und der Briefträger von Galveias reist nach
Bissau, um wie jedes Jahr seine dortige, in der Heimat geheim gehaltene Familie zu besuchen:
die dunkelhäutige Alice und die vier Kinder. Über allem Ortsgeschehen steht der
Großgrundbesitzer, Herr über weite Korkwälder und Arzt, Doktor Matta Figueira.
Doch plötzlich geschieht etwas völlig Unerwartetes, das die Alltagsquerelen in den Schatten
stellt.
Septime
Übersetzung: Ilse Dick
Erscheinungsdatum: 03/2021
Geliebter Fernando Pessoa
Mário de Sá-Carneiro
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Wären die Briefe Pessoas an Mário de Sá-Carneiro erhalten und zusammen mit denen von Sá-
Carneiro an Pessoa herausgegeben worden, wäre die Agenda der Entdeckung Pessoas als
großer Dichter Portugals eine andere gewesen. Denn auch wenn sie heute mit einigen
Ausnahmen im Briefwechsel fehlen, der Korrespondenz-Stil Sá-Carneiros, die darin zutage
tretende Durchdringung und das ungeheure gegenseitige Vertrauen hätten der literarischen
Welt viel früher das Zeugnis gebracht, wer diese beiden bedeutenden Vertreter des
Modernismus waren und wer Pessoas Heteronyme de Campos, Reis, Caeiro.
Aber so wurden die Briefe Sá-Carneiros an Pessoa als „Werk“ des Ausnahme-Dichters, des
Sonderlings Sá-Carneiro herausgegeben, das international noch nicht ausreichend Licht besaß,
um dieses im Nachlass schlummernde Werk eines europäischen, eines Weltdichters, der
Pessoa wurde, so zu beleuchten, dass man auch ihn dadurch hätte erkennen müssen, denn er
gab sich in den Briefen zu erkennen.
Kupido
Übersetzung: Frank Henseleit
Erscheinungsdatum: 02/2022
Gemeinschaft
Luiz Pacheco
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Luiz Pacheco war ein leidenschaftlicher und polemischer Literaturkritiker, Verleger und
Schriftsteller. Er wollte die Taue, die das freie Denken, die Literatur und die Kunst an einen
Anker gebunden hatten, zerfetzen. Er war das Messer, und das Meer war der Lebensraum für
einen freien und ehrlichen Ausdruck. Die dafür notwendige Zerstörung von etablierten Regeln
und Moralvorstellungen blieb keine Philosophie, war nicht visionär, sondern die Essenz einer
Logik, die er alltäglich lebte. Er brachte die (un)mögliche Freiheit eines Menschen zum
Ausdruck. Gemeinschaft wurde 1964 im Küstenort Setubal verfasst. Pacheco lebte zu diesem
Zeitpunkt in kolossaler Armut. Schreibend wütet er. Verantwortungsgefühl gibt es nicht,
ebenso wenig Scham oder Treue. In eindringlicher Prosa schildert er seine derzeitige Situation,
die aus einem Bett besteht, das er mit Maria Irene, Schwester der Frau, mit der er vorher
zusammengelebt hatte, und drei Kindern teilt, wobei zwei aus der vorherigen Bindung
stammen. Im Licht einer Nachttischlampe umgeben von vier Körpern beschreibt er weißes
Papier mit roter Tinte.
Leipziger Literaturverlag
Übersetzung: Nicole Cyron
Erscheinungsdatum: 2021
Guinea
Tony Tcheka
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Tony Tcheka ist einer der bekanntesten Autoren des jungen westafrikanischen Staates Guinea-
Bissau, einer ehemaligen portugiesischen Kolonie. In seinen Gedichten porträtiert er immer
wieder seine Landsleute, etwa einen Lebenskünstler, der in den Gassen Lissabons
„diasporiert“, oder eine Straßenhändlerin, die im von Armut und den Folgen des Bürgerkrieges
gezeichneten Guinea-Bissau trotz allem die Hoffnung nicht verliert. Tony Tcheka schreibt auf
Portugiesisch und Kreol. Das Portugiesische macht in seiner Lyrik „die Runde durch die neuen
Hüttendörfer Afrikas, fasst dort Fuß, ist einmal Brücke, einmal Schlüssel zu früher
vorenthaltenen Räumen …“ und das Kreol, „so rein wie der gelesene Buchstabe“, bringt dem
lyrischen Ich bei, „den Respekt in den Augen zu lesen“.
„Guinea“, übersetzt von Niki Graça, ist Tony Tchekas erste eigenständige Publikation in
Deutschland. Die Auswahl bietet einen Querschnitt durch sein Werk.
Hochroth
Übersetzung: Niki Graça
Erscheinungsdatum: 2020
Herr Brecht und der Erfolg
Gonçalo M. Tavares
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Literatur ist für Gonçalo M. Tavares mit der Idee eines offenen Raums verbunden, der
Bewegung, Spiel und Erkenntnis ermöglicht. So hat der Autor ein ganzes Viertel erschaffen und
dieses mit illustren Herrschaften bevölkert; wir stoßen auf Namen wie Brecht, Breton, Calvino
oder Eliot. Jeder von ihnen ist Bewohner eines eigenen kleinen Buches. Tavares selbst
bezeichnet das Ensemble als »ein Asterix’sches Dorf: ein Ort, an dem man versucht, dem
Eintritt der Barbarei zu widerstehen«. Nur einer der Herren entzieht sich der Nachbarschaft:
Herr Walser lebt abseits, im Wald. Diese höchst vergnüglichen Bände sind kleine Hommagen,
die die Sprache des jeweiligen Schriftstellers und seine spezifische Sicht auf die Welt
aufnehmen und mit alltäglichen Problemen kollidieren lassen.
Der Herr Brecht von Herrn Tavares ist ein Geschichtenerzähler, der in einem praktisch leeren
Raum sitzt und düstere Schnurren zum Besten gibt. Mit dem kontinuierlichen Beschreiben von
Misserfolgen wird er aber immer erfolgreicher. Allmählich füllt sich der Saal, bis er dermaßen
voll ist, dass niemand mehr durch die Tür passt – und so steckt Herr Brecht mit seinem eigenen
Erfolg in der Falle.
Gleichzeitig mit »Herr Brecht und der Erfolg« erscheinen im Frühjahr 2020 »Herr Valéry und
die Logik« sowie »Herr Henri und die Enzyklopädie«. Die Edition Korrespondenzen wird den
Bummel durch »Das Viertel« von Gonçalo M. Tavares fortsetzen und in jedem der kommenden
Halbjahre einen weiteren Band aus dem zehnteiligen Zyklus präsentieren.
Edition Korrespondenzen
Übersetzung: Michael Kegler
Erscheinungsdatum: 03/2020
Herr Henri und die Enzyklopädie
Gonçalo M. Tavares
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Literatur ist für Gonçalo M. Tavares mit der Idee eines offenen Raums verbunden, der
Bewegung, Spiel und Erkenntnis ermöglicht. So hat der Autor ein ganzes Viertel erschaffen und
dieses mit illustren Herrschaften bevölkert; wir stoßen auf Namen wie Brecht, Breton, Calvino
oder Eliot. Jeder von ihnen ist Bewohner eines eigenen kleinen Buches. Tavares selbst
bezeichnet das Ensemble als »ein Asterix’sches Dorf: ein Ort, an dem man versucht, dem
Eintritt der Barbarei zu widerstehen«. Nur einer der Herren entzieht sich der Nachbarschaft:
Herr Walser lebt abseits, im Wald. Diese höchst vergnüglichen Bände sind kleine Hommagen,
die die Sprache des jeweiligen Schriftstellers und seine spezifische Sicht auf die Welt
aufnehmen und mit alltäglichen Problemen kollidieren lassen.
Herr Henri ist ein Redner. Er hat zwei große Lieben: Absinth und Enzyklopädien. Solange das
Absinth-Trinken anhält, schwadroniert er über die verschiedensten enzyklopädischen Themen.
Seine Mitteilungen scheinen die Gesprächspartner nicht zu interessieren, doch das ist kein
ausreichender Grund für Herrn Henri, den Mund zu halten. Mit zunehmender Dauer entfaltet
der Absinth seine Wirkung.
»Herr Henri sagte: Wenn einer Absinth mit der Wirklichkeit mischt, kommt eine bessere
Wirklichkeit dabei heraus … Aber sicher ist auch, dass, wenn jemand Absinth mit der
Wirklichkeit mischt, der Absinth schlechter wird … Früh schon habe ich die wichtigsten
Entscheidungen getroffen, die es im Leben zu treffen gilt – sagte Herr Henri … Ich habe nie den
Absinth mit Wirklichkeit vermischt, um die Qualität des Absinths nicht zu mindern.«
Gleichzeitig mit »Herr Henri und die Enzyklopädie« erscheinen im Frühjahr 2020 »Herr Valéry
und die Logik« sowie »Herr Brecht und der Erfolg«. Die Edition Korrespondenzen wird den
Bummel durch »Das Viertel« von Gonçalo M. Tavares fortsetzen und in jedem der kommenden
Halbjahre einen weiteren Band aus dem zehnteiligen Zyklus präsentieren.
Edition Korrespondenzen
Übersetzung: Michael Kegler
Erscheinungsdatum: 03/2020
Herr Juarroz und das Denken
Gonçalo M. Tavares
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Mit seinem zehnbändigen Zyklus »Das Viertel« hat Gonçalo M. Tavares ein einzigartiges Werk
in Form eines literarischen Chiado erschaffen, den er mit illustren Herrschaften bevölkert hat.
Nach »Herr Valéry und die Logik«, »Herr Henri und die Enzyklopädie« und »Herr Brecht und
der Erfolg«, die im Frühjahr 2020 in der Edition Korrespondenzen erschienen, betritt nun ein
gewisser Herr Juarroz die Szenerie.
Herr Juarroz ist ein Eigenbrötler, ein notorischer Theoretiker, dem das praktische Leben zu
schaffen macht. Da die Wirklichkeit für ihn eine verdrießliche Angelegenheit ist, hört er nur auf
zu denken, wenn es unbedingt sein muss. Zum Glück ist da noch die Frau von Herrn Juarroz,
die größeres Unheil abzuwenden weiß.
Edition Korrespondenzen
Übersetzung: Michael Kegler
Erscheinungsdatum: 10/2020
Herr Kraus und die Politik
Gonçalo M. Tavares
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Mit seinem zehnbändigen Zyklus »Das Viertel« hat Gonçalo M. Tavares ein einzigartiges Werk
in Form eines literarischen Chiado erschaffen, den er sukzessive mit illustren Persönlichkeiten
bevölkert hat; wir machten bisher die Bekanntschaft mit den Herren Brecht, Valéry, Juarroz
und Henri. Jeder von ihnen ist Bewohner eines eigenen kleinen Buches.
Im fünften Band betritt nun ein gewisser Herr Kraus die Szenerie, genauer gesagt, die
Redaktionsstube: ein heutiges Double des kakanischen Karl Kraus als Zeitungsredakteur, der
erkannt hat, dass »die einzig objektive Form, sich zu Politik zu äußern, die Satire« ist. Und so
schreibt Herr Kraus seine Kolumnen und versieht die strapazierten Schlagworte, Gemeinplätze
und die Verhaltensweisen der politischen Akteure mit beißendem Spott.
»Was ist bei einer Fernsehdebatte wichtig?« Herr Kraus antwortete: »Der Reichtum der
Argumente verliert (durch K. o.) gegenüber der Qualität der Bewegung des Stirnrunzelns. Wie
viele Stimmen bringt ein Naserümpfen im richtigen Augenblick?! Wie sehr könnte die Antwort
darauf zu kennen doch unser Vertrauen in die Demokratie erschüttern«, raunte Herr Kraus.
»O Senhor Kraus« von Gonçalo M. Tavares wurde mit dem Prix Littéraire Européen 2011
ausgezeichnet.
Edition Korrespondenzen
Übersetzung: Michael Kegler
Erscheinungsdatum: 03/2021
Herr Valéry und die Logik
Gonçalo M. Tavares
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Literatur ist für Gonçalo M. Tavares mit der Idee eines offenen Raums verbunden, der
Bewegung, Spiel und Erkenntnis ermöglicht. So hat der Autor ein ganzes Viertel erschaffen und
dieses mit illustren Herrschaften bevölkert; wir stoßen auf Namen wie Brecht, Breton, Calvino
oder Eliot. Jeder von ihnen ist Bewohner eines eigenen kleinen Buches. Tavares selbst
bezeichnet das Ensemble als »ein Asterix’sches Dorf: ein Ort, an dem man versucht, dem
Eintritt der Barbarei zu widerstehen«. Nur einer der Herren entzieht sich der Nachbarschaft:
Herr Walser lebt abseits, im Wald. Diese höchst vergnüglichen Bände sind kleine Hommagen,
die die Sprache des jeweiligen Schriftstellers und seine spezifische Sicht auf die Welt
aufnehmen und mit alltäglichen Problemen kollidieren lassen.
In dem Viertel lebt auch ein gewisser Herr Valéry, der immer ein Buch mit sich trägt, das er
zugleich als Brieftasche verwendet, weil er Literatur und Geld nicht trennen mag. Wer Herrn
Valéry am Kaffeehaustisch sitzen sieht, wie er sein Buch mit beiden Händen fest umklammert,
vermag nicht zu sagen, ob seine verkrampften Arme Ausdruck von kleinlichem Geiz sind oder
von tiefer Zuneigung zur Literatur.
In 25 Geschichten zeichnet Tavares das Porträt eines Mannes, der sich mithilfe der Logik mehr
oder weniger erfolgreich an seine Umgebung anzupassen versucht. Ein Unterfangen, das zeigt,
wie dünn die Grenze zwischen Vernunft und Wahnsinn ist.
Gleichzeitig mit »Herr Valéry und die Logik« erscheinen im Frühjahr 2020 »Herr Henri und die
Enzyklopädie« sowie »Herr Brecht und der Erfolg«. Die Edition Korrespondenzen wird den
Bummel durch »Das Viertel« von Gonçalo M. Tavares fortsetzen und in jedem der kommenden
Halbjahre einen weiteren Band aus dem zehnteiligen Zyklus präsentieren.
Edition Korrespondenzen
Übersetzung: Michael Kegler
Erscheinungsdatum: 03/2020
Himmel in Flammen: Acht Novellen
Mário de Sá-Carneiro
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Sá-Carneiros Novellenzyklus Céu em fogo – neben Pessoas Buch der Unruhe das bedeutendste
portugiesische Prosawerk des 20. Jahrhunderts – entführt den Leser in die Metropolen Paris
und Lissabon. Der Autor löst sich in eine Vielzahl von Figuren auf: Dramatische Schicksale
hochsensibler, »vibrierender« Seelen, die sich auf den verschiedensten Ebenen der
Wahrnehmung und Empfindung in ständiger wechselseitiger Durchdringung befinden, werden
von einer sensualisierten, synästhetischen Sprache wie von einer Symphonie Skrjabins
getragen.
Sá-Carneiro entwickelte seine Ästhetik konsequent aus der für die gesamte Moderne zentralen
Erfahrung des Selbstverlusts und dem philosophischen Problem der Identität. Über Rimbauds
»Ich ist ein anderer« geht er weit hinaus – er ist sich eines Selbst bewußt geworden, das über
sich hinaustreibt, aber nirgendwo anlandet: »Ich bin nicht ich, noch der andere,/ Ich bin
irgendetwas dazwischen.« Wie Sá-Carneiro selbst befinden sich seine Protagonisten auf der
obsessiven Suche nach dem sich entziehenden, unberechenbaren Ich – in der Liebe, im
Wahnsinn, im Traum, in der Kunst und der Wissenschaft. Es ist ein passioniertes Ringen um die
wahre, »goldene « Vollkommenheit des Menschen, das sich von der Moral und den
gesellschaftlichen Konventionen nicht fesseln läßt.
Die Suche des Selbst im Anderen, nach dem Anderen im Selbst führt schließlich in das au-delà
des Symbolismus, in ein Jenseits-der-Wirklichkeit, das sich manchmal hinter einem Himmel in
Flammen, manchmal im Abgrund des Ich erahnen läßt. Darauf zielt die Ekstase beim
ästhetischen Genuß, beim Sex, im Verbrechen oder
im Tod.
Arco
Übersetzung: Magnus Chrapkowski
Erscheinungsdatum: 08/2021
Im Auge der Pflanzen
Djaimilia Pereira de Almeida
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Den Kindern hält man die Augen zu, wenn der alte Kapitän Celestino vorbeigeht. Seine Seele
soll er verkauft haben, und des Nachts tanze er mit dem Teufel. Geschichten von Grausamkeit
ranken durch das Dorf, kriechen bis an die blinden Fenster von Celestinos Haus. Während die
Dörfler urteilen und der Pfarrer den Kapitän zur Beichte drängt, weiß nur Celestino selbst um
seine wahren Untaten.
Der verwilderte Garten wird ihm zum einzigen Vertrauten. Celestino treibt Pilze, Wurzeln und
Schlingen zurück, tränkt den Boden mit Wasser und Hingabe, zieht nach Fantasie duftende
Nelken, bis das Leben unter seinen Händen zurückkehrt. Doch die Bilder in seinem Kopf
vermögen die Blüten nicht zu verdecken.
In leuchtenden Farben zeichnet Almeida eine von Schuld und Erinnerung umgetriebene
Gestalt.
Unionsverlag
Übersetzung: Barbara Mesquita
Erscheinungsdatum: 02/2022
Im Flußs der Erinnerung
Yvette Centeno
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Dieses Buch, begonnen 2009 und 2011 mehr oder minder beendet, resul-tiert aus einer Wette
mit Teilnehmern eines Seminars im Master-studiengang in Creative Writing. Ich gab ein Thema
vor: die Zeit und der Raum, jeder sollte seine Er-zählung zu Zeit und Raum schreiben und dabei
Erinnerungen an die Ver-gangenheit oder Ereignisse aus der Gegenwart, bestimmte Orte usw.
wählen. Die Antwort kam sofort: wir können nicht schreiben. Auch ich habe sofort
geantwortet: um zu schreiben, setzt euch hin und fangt an. Der Rest kommt von selbst, wenn
es auch unvollkommen sein mag! Als ich nach Hause kam, beschloß ich, noch am selben Abend
mit gutem Beispiel voranzugehen und mit einem eigenen Buch zu Zeit und Raum zu beginnen.
Es sollte umfangreicher werden als eine Erzählung, obwohl die Skizze, als eine Wette, am Ende
des Semesters vorlag.
Ich brauchte zwei Jahre und sehe noch immer durch, was ich ge-schrieben habe. Unterdessen
habe ich einen anderen Roman pub-liziert, der älter war, und Gedichte, die ich seit 2005
geschrieben habe. Tatsächlich habe ich nie aufgehört zu schreiben. Doch der Moment ist
gekommen, eine Entscheidung zu treffen: veröffentliche ich den Text, wie ich ihn entworfen
habe, oder ändere ich, indem ich vieles, was ich über mein Land gesagt habe, abschwäche,
Dinge, die immer schwerer zu akzeptieren sind, ein faulig gewordenes Land, Ergebnis von
Lastern, die unausrottbar scheinen… ich gebe zu, ich weiß es nicht. Und lasse ich am Ende eine
Figur außen vor oder nicht, die gleichfalls meiner Kritik nicht entgeht, weil sie stets in der
Politik mitgemischt hat, das Fähnchen stets nach dem Wind gerichtet, und dabei von
Protektion und Zuwendungen profitierte, die ihr von diesem oder jenem Landsmann zuteil
wurde? Ich ließ sie außen vor, 2014 habe ich es ein letztes Mal durchgesehen. Nun ist der
Augenblick gekommen, es so, wie es ist, zu publizieren oder für immer in die Schublade zu
stecken. Vielleicht wäre die Schublade gar nicht so schlecht.
Leipziger Literaturverlag
Übersetzung: Markus Sahr
Erscheinungsdatum: 2021
In Evaristos Apotheke
Fernando Pessoa
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Fernando Pessoa (1888-1935) erschuf eine Handvoll Heteronyme und diese eine in sich
kohärente wie kontroverse Utopie. Pessoa hinterließ auch orthonyme Prosa, Texte die seinen
Namen tragen, die aber nicht weniger Scharade sind als das Gros seiner unauslesbaren Texte.
Zur kontroversen Utopie zählen vor allem seine politischen und esoterischen Texte. Wie tief
verwoben sie dennoch sind, wie sehr für Pessoas Figuren gilt: „Wir sind Geschichten, die
Erzählungen produzieren“, das zeigen die orthonymen Erzählungen In Evaristos Apotheke und
Die Stunde des Teufels, zwei Extreme zwischen Tagespolitik und Religion, zusammengehalten
von der späteren Version des Bankiers als Anarchist aus 1935, Pessoas letztem Lebensjahr.
Kupido
Übersetzung: Frank Henseleit
Erscheinungsdatum: 03/2022
Kein Bett in der Nacht
Maria Inês Almeida
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Für Kinder ist Obdachlosigkeit im ersten Moment schwierig zu begreifen. In diesem einfühlsam
geschriebenen Buch entdeckt ein kleiner Junge, dass wohnungslose Menschen nicht freiwillig
auf der Straße schlafen, sondern ein schwieriges Leben führen und aus vielen
unterschiedlichen Gründen in die Armut hineingeraten sind. So hatte Herr Antonio früher viele
Haustiere, er hat studiert und gearbeitet, bis das Leben eine unerwartete Wendung nahm und
er nun seit mehr als 30 Jahren auf der Straße lebt. Obdachlose Menschen haben kein Zuhause,
das sie vor Regen, Hitze oder Wind schützt und kein Bett, auf dem sie sich nach einem langen
Tag ausstrecken können. Viele von ihnen sind ganz allein. Hilfsbereit teilt der kleine Junge
Lebensmittel, warme Kleidung und vor allem freundliche, liebevolle Worte an die obdachlosen
Menschen aus.
In diesem Bilderbuch werden kleine Kinder behutsam, nachfühlbar und anschaulich an das
Thema Obdachlosigkeit herangeführt. Ein rücksichtsvolles Plädoyer für mehr Nächstenliebe
und weniger Wegschauen in unserer Gesellschaft.
Knesebeck
Übersetzung: Sarah Pasquay
Erscheinungsdatum: 06/2021
Lissabonleipzig
Maria Gabriela Llansol
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Teil 1: Die unerwartete Begegnung des Verschiedenartigen.
Teil 2: Die Musikprobe
Beide Teile in einem Band.
Zweite, verbesserte Auflage.
In Lissabonleipzig wird die Poesie von Künstlern, Komponisten, Dichtern und Philosophen zum
Strahlen gebracht, deren geistiger Stammbaum in die Vor-geschichte der europäischen Idee
der Gewissensfreiheit hinein-reicht. Llansol erkennt, daß die Ge-wis-sens--freiheit ohne
poetische Wurzeln zu einer fatalen Rückwärts-entwicklung des Menschen führt, die in
Fundamentalismen des Glaubens oder der Ver-nunft mündet: Die Poesie, die den Dingen
innewohnt, ist wichtiger als die Meinung, die wir von ihnen haben.
Llansol empfand die Konventionen der traditionellen Literatur als einengend und die üblichen
Romanthemen als verbraucht. Sie interessierte sich nicht für realistische
Wirklichkeitsbeschreibungen, sondern für den Gebrauch der Sprache als schwindelfreies Mittel
zur Erfassung der Vielfalt des Wirklichen und des Lebensprozesses. Das Schreiben selbst war
ihre Realität. In ihrem Tagebuch bekannte sie 1985: „Literatur an sich gibt es nicht. Der
Schreibende muß nur wissen, in welche Welt er eintauchen möchte, und ob es passende
Mittel gibt, anderen Menschen den Zugang zu ihr zu verschaffen.“
In Llansols Texten entsteht der Gegenentwurf zu einer von Nationalismen geprägten Weltsicht,
indem sie Figuren aus der europäischen Geschichte wie Meister Eckart, Johann Sebastian Bach
und Thomas Müntzer über die Zeit hinweg mit Spinoza und Emily Dickinson in Dialog setzt.
Llansol besingt nicht den Ruhm der portugiesischen Entdecker, sondern lenkt ihren Blick auf
die sozialen Verwerfungen der Neuzeit, die Kämpfe zwischen Fürsten und Bauern. Besonders
die mitteldeutsche Landschaft hat ihre Phantasie erregt.
Es ist einzigartig in der portugiesischen Literatur, daß ein Autor anhand der Figuren von
Fernando Pessoa und J. S. Bach die geistige Verwandtschaft zwischen Leipzig und Lissabon
herausarbeitet. Lisboaleipzig ist in zwei Bänden 1994 auf Portugiesisch erschienen. Hiermit
legen wir, unterstützt von Prof. João Barrento, die verbesserte deutschsprachige Ausgabe in
der profunden Übersetzung von Markus Sahr vor.
Leipziger Literaturverlag
Übersetzung: Markus Sahr
Erscheinungsdatum: 2021
Manucure
Mário de Sá-Carneiro
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Mário de Sá-Carneiro, der zusammen mit Fernando Pessoa die Redaktion der Nr. 2 der
Zeitschrift Orpheu übernommen hatte, schrieb dieses aus seiner Pariser Zeit inspirierte
Langgedicht im Mai 1915 in Lissabon, wo es im folgenden Juni in besagter Orpheu erschien. Es
gab viele avantgardistische Strömungen, nicht eine, die sich in Orpheu verdichteten und
Portugals Dichtung ruckartig näher an das Zentrum der Kunst heranrückten. Manucure trägt
deutliche Züge der Calligrammes von Apollinaire, aber näher steht er den kubistischen,
orphischen, simultaneistischen Manifesten und im Ton und im Herzen doch neben Portugals
bedeutendster Stimme der Avantgarde: Álvaro de Campos, dem Autor der Triumph-Ode.
Kupido
Übersetzung: Frank Henseleit
Erscheinungsdatum:
Schwerkraft der Tränen
Yara Monteiro
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Die intimste Wahrheit ist diese: Vitória kann ihre Mutter nicht für sich beanspruchen.
1965. Angola. Der Freiheitskrieg gegen die portugiesische Vorherrschaft nimmt seinen Lauf.
Mittendrin: Rosa Chitula und ihre Familie. Viele suchen Sicherheit und Stabilität in Lissabon,
verlassen das Land. Doch Rosa rebelliert, will kämpfen – und wird das Gesicht der
Unabhängigkeitsbewegung. Die zweijährige Vitória, Rosas Tochter, flieht mit ihren Großeltern
nach Portugal und dann – nichts. Ein Schnitt, der nicht heilen wird.
2003. Lissabon. Vitória Queiroz da Fonsecas Leben besteht aus Erinnerungen: Da sind Bilder,
Gerüche, der Geschmack von Sauermilch. Da sind die Säulen eines Traumas, das Vitória nicht
überwinden kann: zu wissen, dass ihre Mutter ein Land mehr liebte als ihre Tochter. Denn wie
damit umgehen, wenn da niemand ist, der Antworten auf die eigenen Fragen geben kann …
Wie sieht das Leben aus, wenn man in einen Kampf um Freiheit hineingeboren wird, der nicht
der eigene ist?
Wie verstehen, dass die Geschichte übermächtig geworden ist, sich hineingedrängt hat
zwischen sich selbst und die Möglichkeiten, die man vielleicht gehabt hätte? Vitória kennt ihre
Mutter nicht, kennt ihren Kampf nicht. Aber sie trägt die Revolte in sich, genauso wie Rosa. Sie
lässt Lissabon, ihren Verlobten und Job hinter sich, getrieben von dem Drang, sich selbst zu
begegnen. Doch das Luanda des 21. Jahrhunderts besteht aus Kontrasten, ist abweisend und
Heimat zugleich. Hier gehören die Menschen einem Land, das nicht immer das ihre war, das
nicht immer das ihre ist. Als Vitória in Huambo die Einzigartigkeit von Angola entdeckt, sich
selbst auf der Spur, trifft sie auf die Geister einer fremden Vergangenheit und muss lernen,
dass es Risse gibt, die zu tief sind, um noch geflickt zu werden.
Wir schreiben Formen der Gewalt.
In einer klaren Sprache erzählt Yara Monteiro von der Gewalt der Geschichte. Einer Gewalt, die
wir spüren, aber nicht aufhalten können. Die vergangen ist, aber für immer bestehen bleiben
wird. Wie fühlt es sich an, nach Wurzeln zu greifen, ohne zu wissen, ob man sie fest im Boden
verankern oder ausreißen will? Und was bedeutet Freiheit, wenn sie alles ist und gleichzeitig
nicht das, was wir für uns gefordert haben? Ein Debüt, das fesselt: kompromisslos.
Haymon Verlag
Übersetzung: Michael Kegler
Erscheinungsdatum: 03/2022
Stippvisiten
Miguel Cardoso, Afonso Cruz, Isabela Figueiredo, Rui Cardoso Martins, Patrícia Portela
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Fünf wichtige Stimmen der zeitgenössischen portugiesischen Literatur kommen in diesem
Band zu Wort. Die Texte entstanden während der Berlin-Aufenthalte der Autorinnen und
Autoren im Rahmen ihrer von der Botschaft von Portugal / Camões Berlim gewährten
Residenzstipendien.
Elfenbein
Übersetzung: Marianne Gareis, Niki Graça,
Odile Kennel, Dania Schüürmann
Erscheinungsdatum: 05/2021
Tänzer im Taumel
Hélia Correia
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In ihrer Erzählung, die teils einem Langgedicht gleich-kommt, berichtet Hélia Correia von einer
Gruppe Flüchtender, die sich durch eine Wüste quälen mit dem Ziel und der Hoffnung, das
Meer und danach Europa zu erreichen. Wir erfahren, dass die Gruppe vor namenlosen
Schrecken und Gewalt flieht und nur eine ungefähre Richtung, eine vage Hoffnung hat, einen
besseren Ort zu erreichen. Europa aber will sie nicht. Auf diesem Leidensweg befreien sich die
Frauen der Gruppe aus überkommenen Rollen und werden zu Anführerinnen und
Kämpferinnen, die sich ihrer Intuition überlassen und nicht länger den Männern unterordnen
wollen. Die Wüstenodyssee ist ein schwerer Weg. Europa werden sie niemals erreichen.
Hélia Correia, Preisträgerin des Prémio Camões, hat mit diesem Buch wieder einen wichtigen
Literaturpreis, den Grande Prémio de Romance e Novela der Autoren-vereinigung APE,
gewonnen: für einen beein-druckend aktuellen und zugleich überzeitlich poetischen Roman.
Leipziger Literaturverlag
Übersetzung: Dania Schüürmann
Erscheinungsdatum: 2021
Volksmärchen aus Portugal
Adolfo Coelho
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Volksmärchen aus Portugal sind Geschichten aus allen Zeiten und allen Altersstufen. Dieses
Werk lässt uns die Bilderwelt und das Wunderbare aus unserer Volkskultur wiedererstehen,
unter anderem “Die Geschichte vom Hirschkäfer-Fräulein”, “Die Ameise und der Schnee”, “Das
weiße Häschen”, “Die verlaufenen Kinder”, “Gevatter Wolf und Gevatter Fuchs” und “Die zwei
Brüder”.
Oxalá Editora

Übersetzung: Barbara Böer Alves
Erscheinungsdatum:
Was ist ein Name
Ana Luísa Amaral
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Einfühlsam und scharfsinnig – Ana Luísa Amarals Poesie der Details.

„Was ist ein Name?“, fragt Ana Luísa Amaral, die beliebteste Lyrikerin Portugals und eine der
großen Dichterinnen unserer Zeit. In einer klarsichtigen Sprache, die in der Tradition von
Dickinson und Szymborska steht, leistet sie ihren Offenbarungseid: Worte können nichts
festhalten, außer der Flüchtigkeit der Dinge. „Ich bin eine Frau von gar nichts / nicht einmal
Besitzerin meiner selbst“, beschreibt sie sich in einem Gedicht. Amarals Poesie spürt in den
kleinsten Episoden des Alltags – ob es um eine zerquetschte Mücke geht oder um eine
Schüssel, die zerbricht –, der traumhaften Essenz des Lebens nach, jenem Nichts, das im
Klangraum der Worte sich schließlich in Fülle umkehrt.
Carl Hanser Verlag
Übersetzung: Michael Kegler, Piero Salabè
Erscheinungsdatum: 03/2021
Wie feine Adern in der Erde & Wildes Wasser
Ana Paula Tavares
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Wäre Urdu meine Sprache
Und der älteste Ton
Weitete mit dem Echo
Das Herz
Edition Delta
Übersetzung: Juana Burghardt, Tobias Burghardt
Erscheinungsdatum: 2021
Wie man ein Wunder löscht
Basco, Cláudia Lucas Chéu, Francisca Camelo, Gisela Casimiro, Inês Morão Dias, Patrícia Lino,
Rafael Mantovani, Sara F. Costa
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Die Anthologie Wie man ein Wunder löscht stellt neue Gedichte aus Portugal vor, die Beatrice
Cordier und Laurine Irmer ausgewählt und übersetzt haben. „Mit den Gedichten der acht
Lyriker:innen möchten wir vor Augen führen, wie kulturell und politisch divers die
portugiesische Gegenwartslyrik ist. In einer Poesie zwischen Alltag und Mythos wird in diesen
Gedichten von kleinen und großen Themen erzählt, von Politik und Zukunft, von Nähe und
Fernweh, aber auch von der Kunst, Kritik zu üben.
Mit viel Humor, aber auch mit einer Spur von Pathos, gehen die Poet:innen den portugiesische
Konventionen und Lebensweisen nach, indem sie sie in ihren Sprachspielen gleichermaßen auf
die Probe stellen. Die Motive der Kolonialgeschichte, des Katholizismus, der konventionellen
Geschlechterrollen, aber auch des Tourismus, des Klimawandels und der Wirtschaftskrise
kollidieren in diesen bildreichen Poesien und werden gleichermaßen kritisch unter die Lupe
genommen.
Ein wiederkehrendes Moment stellt die Reise dar. Es wird von ihr und dem Leben im Ausland
gesprochen, aber auch über ein Reisen durch die Zeit, wie es die Aufarbeitung der kolonialen
Praktiken und Hinterlassenschaften der portugiesischer Kolonialherrschaft bedeutet. Gewiss
enthält die Kunst des Übersetzens die Kunst der Reise. Dazu gehören nicht nur große
Entfernungen, wie man sie zwischen Ländern oder Sprachen zurücklegt, sondern auch kleinere
Etappen, wie es Übersetzungsvorgänge von Dialekten – des portugiesischen und
brasilianischen – oder von Redewendungen mit sich bringen“, schreiben die Herausgeberinnen
im Nachwort.
Der Band enthält übersetzte Gedichte von Basco, Francisca Camelo, Gisela Casimiro, Sara F.
Costa, Patrícia Lino, Cláudia Lucas Chéu, Rafael Mantovani und Inês Morão Dias mit je einem
Originaltext und Zeichnungen von Dmitry Ilko.
Parasitenpresse
Übersetzung: Beatrice Cordier, Laurine Irmer
Erscheinungsdatum: 2021
Zuflucht am Rande Europas – Portugal 1933-1945
Christa Heinrich, Irene Pimentel
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Portugal ist als Exil- und Transitland für Opfer nationalsozialistischer Verfolgung ein noch wenig
bekanntes Kapitel in der Exilgeschichte. Christa Heinrich und Irene Pimentel gehen den
vielfältigen Realitäten der Flüchtlinge in Portugal nach, das – wie eine Ironie des Schicksals –
selbst von einer reaktionären nationalistischen Diktatur unter Antònio Oliveira de Salazar
beherrscht wurde. Das neutrale Portugal wurde während des Zweiten Weltkriegs zum
wichtigsten europäischen Fluchttor nach Übersee. Die Zahl der Verfolgten, die in Portugal
Zuflucht fanden, liegt laut Schätzungen zwischen 50.000 und 100.000, darunter prominente
Persönlichkeiten wie Hannah Arendt, Steffie Spira, Friderike Zweig, Friedrich Torberg, Heinrich
und Nelly Mann, Golo Mann, Marta und Lion Feuchtwanger, Franz Werfel und Alma Mahler-
Werfel, Alfred und Erna Döblin, Erich Ollenhauer, Arthur Koestler, Otto von Habsburg, Max
Ernst, Marc Chagall, Max Ophüls, Elsbeth und Herbert Weichmann oder Alfred Polgar.
Die Autorinnen würdigen die lebensrettende Bedeutung Portugals für die Flüchtlinge sowie die
Gastfreundschaft und Hilfsbereitschaft der portugiesischen Bevölkerung, zeigen aber auch,
dass viele von ihnen an der restriktiven Einreisepolitik des Salazar-Regimes scheiterten und ihr
Leben verloren. Portugal hat aber nach heutigem Kenntnisstand keine Flüchtlinge an die
Nationalsozialisten ausgeliefert.
Hentrich & Hentrich
Übersetzung: Sarita Brandt, Renate Hess
Erscheinungsdatum: 03/2022
Zwei Schüsse und ein Lachen
Abdulai Sila
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Abdulai Silas Theaterstück führt uns in ein Land, das von Geldgier und Machthunger zerrüttet
ist. Doch aussichtslos ist die Lage keineswegs. Denn wenn die Welt aus den Fugen gerät, ist es
an den Ältesten, sie vom Kopf wieder auf die Füße zu stellen. Die Homens-grandes genießen in
der Gesellschaft Guinea-Bissaus großen Respekt. Mit ihrer Weisheit und spirituellen Kraft
ersinnen sie einen klugen Plan, der Versöhnung möglich macht und die natürliche Ordnung
wieder in Kraft setzt.
Edition Noack & Block
Übersetzung: Renate Heß
Erscheinungsdatum: 2021
Zwischen regionaler Moderne und portugiesischem Stil
Peter Schau
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Raúl Lino da Silva (1879 – 1974) gehört zu den interessantesten Persönlichkeiten der
portugiesischen Baugeschichte. Als Architekt entwarf er vor allem Wohnhäuser, wobei er
regionale Traditionen mit innovativen Strömungen aus West- und Mitteleuropa verband. Lino
war aber auch Theoretiker, der vielbeachtete Bücher publizierte und Artikel für Zeitungen
schrieb. An seiner Ablehnung der Moderne und seiner Nähe zum autoritären Salazar-Regime
entzündeten sich Kontroversen.
Ein besonderes Verhältnis verband Lino mit Deutschland. Als junger Mann besuchte er die
Kunstgewerbeschule in Hannover – im Gegensatz zu den meisten seiner portugiesischen
Kollegen, die an der École des Beaux-Arts in Paris ausgebildet wurden. In Deutschland kam er
nicht nur in Kontakt mit der Arts-and-Crafts-Bewegung, sondern lernte auch den Architekten
Albrecht Haupt kennen, mit dem ihn eine lebenslange Freundschaft verbinden sollte. Haupt,
ein Kenner portugiesischer Kunst, prägte Linos Blick auf die Kultur des eigenen Landes.
Das vorliegende Buch zeichnet die Biografie eines vielseitig begabten Mannes nach, zu dessen
Interessen neben Architektur, Design und Denkmalpflege auch Theater, Musik und Ballett
gehörten. Ausführlich werden Linos wichtigste Schriften und das von ihm propagierte Ideal des
»Portugiesischen Hauses«, der Casa Portuguesa, vorgestellt.
DOM publishers
Erscheinungsdatum: 2021
Herr Calvino und der Spaziergang
Gonçalo M. Tavares
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Herr Calvino ist jemand, der gerne lange Spaziergänge unternimmt und sich dabei existenziellen Herausforderungen stellt, wie z.B. eine Metallstange parallel zum Boden durch die Gegend zu tragen oder zehn Kilo Erde mit einem Teelöffel von einem Ort zum anderen zu befördern, um die Geduld zu trainieren. Er führt einen blinden Hund spazieren, er erfindet Fenstervorhänge zum Zuknöpfen, damit die Wirklichkeit nicht mehr »etwas jederzeit Verfügbares« sei, und er praktiziert allerlei Übungen, die seine besonderen technischen und metaphysischen Fähigkeiten zur Geltung bringen.

Der sechste Band aus dem faszinierenden zehnteiligen Zyklus »Das Viertel« von Gonçalo M. Tavares ist – nach Büchern über die Herren Valéry, Henri, Brecht, Juarroz und Kraus – eine spielerische Hommage an den italienischen Autor Italo Calvino.
Edition Korrespondenzen
Übersetzung: Michael Kegler
Erscheinungsdatum: 03/2020